URGENTE: médico de Rondônia ligado a grupo político é preso acusado de estuprar auxiliar de limpeza gestante em hospital público

A reportagem foi destaque em grandes jornais do país. A vítima diz fazia a limpeza do local quando foi atacada por ortopedista. Ela passa por exames.

21/01/2021 - 15:13 hs
Foto: Reprodução Primeiro Impacto/SBT
URGENTE: médico de Rondônia ligado a grupo político é preso acusado de estuprar auxiliar de limpeza gestante em hospital público
Médico de RO é preso em SP
Um médico ortopedista foi detido após ser acusado de estupro por uma funcionária da limpeza do hospital Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. A vítima, de 34 anos, está grávida de um mês e teria sido atacada por volta das 22h desta quinta-feira (14).

De acordo com informações da GCM (Guarda Civil Metropolitana), agentes da corporação foram acionados para ir até o hospital para averiguar uma denúncia de estupro de um médico contra  funcionária.

O médico acusado é o ortopedista Daniel Marques Franco, de 33 anos, que preste serviço ao hospital como residente. A vítima não soube identificar o médico por nome quando o crime aconteceu. As únicas descrições dadas pela auxiliar de limpeza é de que se tratava de um homem branco e alto. O médico é de Rondônia e é residente em ortopedia. Ele presta serviço para uma empresa contratada para atender no Ermelino Matarazzo. Ele também tem uma ligação a um forte grupo político do estado.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de SP informou que a direção do Hospital Municipal Doutor Alípio Correa Neto (Ermelino Matarazzo) acionou imediatamente a Guarda Civil Municipal, a partir do momento em que recebeu a denúncia. O acusado foi conduzido à delegacia para o registro da ocorrência. A funcionária foi encaminhada para o Hospital Pérola Byington para a realização do exame de corpo de delito.

A pasta ressaltou que "repudia veementemente qualquer tipo de violência nas unidades, especialmente, contra a mulher. A vítima continuará recebendo todo o apoio psicológico e proteção necessária pela unidade hospitalar. A direção do Hospital e a SMS estão contribuindo com as informações necessárias para a apuração do ocorrido pela polícia e continuará acompanhando as investigações, que embasarão a demissão do funcionário com a comprovação do crime".

R7 com contribuição do EUIDEAL.com

Assista a reportagem no jornal primeiro Impacto, do SBT.

Rotina: alerta!
Somente no Estado de São Paulo, pelo menos um estupro dentro de hospitais é registrado a cada 13 dias. Os dados são do portal Universa UOL, apurados através da Lei de Acesso à Informação (LAI). Segundo o levantamento, pelo menos 82 casos de estupro (na forma tentada ou consumada)  foram registrados entre janeiro de 2018 e outubro de 2020 dentro de locais da capital paulista que prestam serviços de saúde (casas de repouso, clínicas psiquiátricas, consultórios e hospitais).

Em mais da metade dos casos, as acusações são tipificadas como estupro de vulnerável, ou seja, com vítimas menores de 14 anos ou que não conseguem oferecer resistência.

Como agir em caso de estupro

Se você for vítima de estupro ou estiver auxiliando uma pessoa que tenha sido estuprada, os passos a serem seguidos são um pouco diferentes das dicas gerais fornecidas anteriormente.

É importante lembrar que o crime de estupro é qualquer conduta, com emprego de violência ou grave ameaça, que atente contra a dignidade e a liberdade sexual de alguém. O elemento mais importante para caracterizar esse crime é a ausência de consentimento da vítima. Portanto, forçar a vítima a praticar atos sexuais, mesmo que sem penetração, é estupro (ex: forçar sexo oral ou masturbação sem consentimento).

A vítima foi levada por um grupo de 12 homens para um matagal e violentada

Uma pessoa que tenha passado por esta situação normalmente encontra-se bastante fragilizada, contudo, há casos em que a vítima só se apercebe do ocorrido algum tempo depois. Em ambos os casos, é muito importante que a vítima tenha apoio de alguém quando for denunciar o ocorrido às autoridades, pois relatar os fatos costuma ser um momento doloroso. Infelizmente, apesar da fragilidade da vítima é importante que ocorra a denúncia para que as autoridades possam tomar conhecimento do ocorrido e agir para a responsabilização do agressor.

Antes da reforma do Código Penal em setembro de 2018, alguns casos de estupro só podiam ser denunciados pela própria vítima. Isso mudou, o que significa que se outra pessoa denunciar um estupro e tiver provas, o Ministério Público poderá processar o caso mesmo que o denunciante não tenha sido a própria vítima.  (Catraca Livre)