Juan Pantoja
Crisóstomo virou meme, mas está garantido na urna — e sabe disso. Ele é o bolsonarista que deu certo
O deputado Coronel Crisóstomo Por mais que tentem ridicularizá-lo, o deputado Coronel Crisóstomo tem sido uma das figuras mais coerentes — e eficazes — do bolsonarismo rondoniense. Em um Congresso onde muitos mudam de lado ao sabor das conveniências, Crisóstomo permanece firme na sua missão: defender Jair Bolsonaro até as últimas consequências. E, se depender dele, literalmente até a frente do Supremo Tribunal Federal.
Sim, ele já acampou ali. E sim, foi retirado por ordem de Alexandre de Moraes. Mas a verdade é que ele nunca esteve tão em alta. Seus vídeos circulam, seus discursos viralizam, e suas defesas inflamadas — por mais caricatas que pareçam — fazem dele um personagem cômico do parlamento brasileiro com projeção nacional. Um feito e tanto para alguém que em 2018 era completamente desconhecido.
Seu passado político era quase nulo. Foi secretário por poucos meses do então prefeito Hildon, e só. Mas na onda bolsonarista, Crisóstomo surfou como outros. E mesmo quando o próprio Bolsonaro lhe virou as costas, o chamando de defensor do MST, ele permaneceu leal. Não vacilou. Não recalculou rota. Para o eleitor bolsonarista, isso é tudo.
Agora, novamente, foi denunciado por um militante petista ao Ministério Público Federal por defender o golpe de 1964 e pedir “liberdade para Bolsonaro”. Pode parecer absurdo, ultrapassado, ilegal — mas para o seu eleitorado, soa como coragem. E mais: soa como fidelidade.
E por isso, ao contrário de muitos “bolsonaristas de ocasião”, Crisóstomo segue forte. Reeleito em 2022 contra todas as previsões, com pesquisas internas mostrando que ele é um dos quatro nomes mais lembrados para 2026 em Porto Velho. Não é pouco.
Riem dele nas redes, mas ele aparece nas urnas. Criticam sua postura, mas não podem negar: ele representa, talvez mais do que qualquer outro, a essência do eleitor bolsonarista mais fiel. E, pasmem, representa bem.
Quem conhece Crisóstomo fora das câmeras sabe que há ali um personagem. Não é um extremista fora do microfone. É alguém que entendeu o jogo — e está vencendo. Seu “personagem” pode parecer folclórico, mas é funcional. E, no fim, é isso que conta em política.




COMENTÁRIOS