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Porto Velho,13/01/2026

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Aliança nacional do PSD com governo Lula gera 'problemas' em Rondônia, e Expedito Netto anuncia saída do partido

EUIDEAL
Aliança nacional do PSD com governo Lula gera 'problemas' em Rondônia, e Expedito Netto anuncia saída do partido Imagem gerada por IA
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EUIDEAL - A relação do PSD com o governo do presidente Lula no cenário nacional tem provocado efeitos colaterais no tabuleiro político de Rondônia. Em meio a divergências ideológicas e cálculos eleitorais para 2026, o ex-deputado federal e atual secretário nacional da Pesca, Expedito Netto, anunciou sua saída do PSD, partido presidido em Rondônia por seu pai, o ex-senador Expedito Júnior.

O movimento expõe uma contradição interna da legenda. Em Brasília, o PSD mantém postura pragmática, com participação no governo federal e ocupação de espaços estratégicos na Esplanada dos Ministérios. Já em Rondônia, dirigentes adotam um discurso mais duro contra qualquer aproximação com a esquerda, o que tem gerado tensão entre lideranças e pré-candidatos.

A situação ganhou força após especulações sobre uma possível aproximação de Expedito Netto com partidos da base governista, cenário que teria causado resistência na cúpula estadual do PSD. O desgaste atinge diretamente o projeto do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, apontado como pré-candidato ao Governo de Rondônia pela sigla. A avaliação de aliados é que o eleitorado do interior do estado — majoritariamente conservador — rejeita alianças com a esquerda, o que pressionou o partido a endurecer o discurso local.

Rondônia, vale lembrar, foi o único estado do país em que Jair Bolsonaro venceu em todos os municípios nas últimas eleições presidenciais, dado frequentemente citado por lideranças para justificar uma linha ideológica mais rígida. Ainda assim, analistas apontam incoerência entre a prática nacional do PSD e a retórica estadual.

Nos bastidores, a saída de Expedito Netto é vista como sintoma de um problema maior: a dificuldade do partido em conciliar alianças nacionais com a realidade política local. “Enquanto em Brasília o PSD governa junto, em Rondônia o discurso muda por conveniência eleitoral”, avalia um interlocutor ouvido pela reportagem.


Com a antecipação do debate eleitoral de 2026, o episódio revela que o PSD rondoniense terá de administrar não apenas a escolha de nomes competitivos, mas também a cobrança por coerência entre o que o partido defende no plano nacional e o que pratica no estado.




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