Seja bem-vindo
Porto Velho,13/01/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Bruno Scheid diz que não fará pré-campanha enquanto Bolsonaro estiver preso: 'sou amigo de verdade'

EUIDEAL
Bruno Scheid diz que não fará pré-campanha enquanto Bolsonaro estiver preso: 'sou amigo de verdade' Foto: Divulgação

EUIDEAL - O pecuarista Bruno Scheid, vice-presidente do Partido Liberal (PL) em Rondônia e apontado pela cúpula da legenda como pré-candidato ao Senado em 2026, afirmou publicamente que não iniciará qualquer movimento de pré-campanha enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro permanecer preso. A declaração foi feita por meio de um texto publicado nas redes sociais e gerou repercussão interna no partido.

Sem citar nomes ou atacar diretamente colegas de sigla, Scheid adotou um tom pessoal e crítico ao que classificou como uso político da imagem de Bolsonaro por setores que já articulam agendas típicas de pré-campanha. Segundo ele, sua decisão não está ligada a recuo eleitoral, mas a um compromisso moral assumido com o ex-presidente.

No texto, Scheid relembra que aceitou disputar o Senado a pedido direto de Bolsonaro, ressaltando que a relação entre ambos vai além da política. “Não consigo ir às ruas pedindo voto, falando de Senado e dizendo que sou o escolhido, usando o nome de um homem que hoje está preso”, escreveu. Para ele, iniciar a pré-campanha neste momento seria incoerente com os valores de lealdade e amizade que afirma defender.

A manifestação estabelece, ainda que de forma indireta, um contraste entre diferentes posturas dentro do PL. Scheid reconhece que outros pré-candidatos seguem caminhos distintos, mas faz questão de frisar sua posição pessoal. “Nada contra quem faz diferente. Mas eu sou amigo dele de verdade, não apenas colega. Eu não consigo agir como se nada disso importasse”, declarou, em um dos trechos mais comentados da publicação.


O posicionamento ganha peso político diante do cenário recente da legenda em Rondônia. Dias antes, o senador Marcos Rogério, presidente estadual do PL, comandou um encontro partidário em Ji-Paraná para discutir a estratégia eleitoral de 2026. Na ocasião, reafirmou sua pré-candidatura ao Governo do Estado e citou Bruno Scheid como um dos nomes do partido para a disputa ao Senado, ao lado de Fernando Máximo, lembrando, inclusive, um compromisso firmado por Bolsonaro antes da prisão.

Scheid, no entanto, não participou do evento. A ausência, posteriormente explicada nas redes sociais, passou a ser interpretada como um sinal da divergência de tempos dentro do partido: enquanto a direção estadual defende mobilização antecipada e organização eleitoral, o vice-presidente adota uma postura de espera, pautada por lealdade pessoal ao líder maior da sigla.

Apesar disso, o pecuarista deixou claro que não se trata de desistência. Ele afirmou que a pré-campanha ocorrerá no momento que considerar adequado, após Bolsonaro retomar o convívio familiar. Até lá, diz preferir aguardar. “A hora vai chegar, e vou percorrer todas as cidades de Rondônia”, sinalizou.

Publicidade

Sem anunciar rompimentos ou confrontos, Bruno Scheid acaba por explicitar uma tensão interna no PL: o equilíbrio entre pragmatismo eleitoral e fidelidade pessoal. Ao transformar a lealdade em argumento público, o dirigente reforça que, dentro do mesmo partido, há diferentes leituras sobre quando e como fazer política — especialmente em um momento delicado para o principal líder da legenda.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.