Justiça condena ex-prefeito Roberto Sobrinho a cinco anos de prisão por crimes na Emdur em Porto Velho; outros também foram condenados
Assessoria EUIDEAL - A Justiça de Rondônia condenou o ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, a cinco anos de detenção, em regime semiaberto, pelos crimes de responsabilidade e falsidade ideológica, praticados durante sua gestão à frente do município.
A sentença foi proferida pelo juízo da 3ª Vara Criminal da capital e também atingiu ex-dirigentes e servidores da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdur), envolvidos em um esquema de fraudes administrativas e desvio de recursos públicos. Ainda cabe recurso da decisão.
Além de Roberto Sobrinho, foram condenados:
Mário Sérgio Leiras, ex-presidente da Emdur – 5 anos e 6 meses de prisão em regime fechado
Sérgio Luiz Pacífico – 3 anos e 10 meses
Walter Fernandes Ferreira – 2 anos
Edézio Martelli, ex-deputado estadual – 2 anos e 4 meses
Maurício Fontanive – 2 anos e 4 meses
Elder Carlos Martelli – 2 anos e 4 meses
Três servidoras denunciadas no processo foram absolvidas.
Esquema de fraudes e desvio de recursos
As condenações são resultado de investigações que desbarataram um esquema de irregularidades na Emdur, envolvendo fraudes em licitações e uso indevido de verbas públicas destinadas à urbanização de terrenos baldios.
Segundo a denúncia do Ministério Público, ao menos três grandes irregularidades foram comprovadas:
Desvio de aproximadamente R$ 124,8 mil em recursos públicos
Fraude em processo licitatório para direcionar contratos
Lançamento indevido de assinaturas em atas do Conselho de Administração da Emdur
De acordo com os autos, em 2011 foi firmado um convênio entre a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Planejamento e a Emdur no valor de R$ 200 mil, supostamente destinado à limpeza e urbanização de áreas abandonadas da cidade.
A licitação para execução do serviço foi direcionada para favorecer uma empresa específica, utilizando, segundo a acusação, outras empresas “de fachada” para simular concorrência.
Parte do dinheiro teve destino desconhecido
Dos valores repassados, apenas uma parcela foi usada para o pagamento dos serviços contratados. O restante — mais de R$ 124 mil — teria sido desviado e utilizado para fins que não correspondiam ao objeto do convênio.
As investigações apontaram que o esquema envolveu combinação prévia entre gestores públicos e empresários para fraudar contratos e beneficiar empresas previamente escolhidas.
Condenação por crimes múltiplos
Roberto Sobrinho foi condenado por:
Crimes de responsabilidade administrativa
Oito episódios de falsidade ideológica
A Justiça entendeu que houve atuação conjunta dos gestores para desviar recursos públicos e manipular procedimentos licitatórios.
Caso ainda pode ser revisto
Apesar das condenações, todos os réus ainda podem recorrer da decisão nas instâncias superiores.
O caso é considerado um dos maiores envolvendo irregularidades administrativas na história da Emdur e reforça o combate a fraudes em contratos públicos em Rondônia.




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