OAB e ANPR saem em defesa de procuradora que atuou em Rondônia após ataques misóginos nas redes
Entidades manifestaram solidariedade à procuradora da República Gisele Bleggi Cunha, alvo de comentários ofensivos sobre sua aparência após divulgação de vídeo institucional em Sergipe.
Foto: Divulgação EUIDEAL - A Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) manifestaram apoio público à procuradora da República Gisele Bleggi Cunha, que já atuou por anos no Ministério Público Federal em Rondônia, após ela se tornar alvo de ataques misóginos nas redes sociais.
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Os comentários ofensivos surgiram após a divulgação de um vídeo anunciando a participação da procuradora no Seminário Regional de Licenciamento Ambiental, realizado no município de Propriá, em Sergipe. Na publicação, usuários passaram a fazer comentários depreciativos relacionados à aparência física da procuradora.
Diante da repercussão negativa e da série de ataques, os responsáveis pela publicação optaram por ocultar os comentários do vídeo.
Continue lendo após o vídeo.
Em nota oficial, a OAB/SE manifestou solidariedade à procuradora e destacou que as mensagens ultrapassam os limites da liberdade de expressão.
Segundo a entidade, os ataques configuram uma forma de violência contra a mulher no exercício de função pública.
“Os comentários ultrapassam, de forma evidente, os limites da liberdade de expressão e disseminam ofensas contra uma mulher no exercício da função pública”, destacou a Ordem.
A OAB também ressaltou que o episódio ocorre justamente no mês de março, período simbólico marcado pela luta histórica das mulheres por respeito, igualdade e dignidade.
“Situações como esta demonstram que o enfrentamento à misoginia e às diversas formas de violência contra a mulher permanece um desafio permanente da sociedade brasileira”, diz trecho da nota.
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também repudiou as manifestações ofensivas e criticou a tentativa de desqualificação de uma integrante do Ministério Público com base em aspectos físicos.
Para a entidade, os ataques representam violência simbólica contra mulheres em posições de destaque.
“Tais manifestações são carregadas de violência simbólica e devem ser repelidas a qualquer tempo e modo”, afirmou a associação.
A ANPR também ressaltou que o episódio reacende o debate sobre respeito às mulheres e às liberdades individuais, especialmente em um período dedicado à reflexão sobre os direitos femininos.




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