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Porto Velho,08/04/2026

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Ao permanecer no governo, Marcos Rocha enterra planos políticos dos Gonçalves, de si próprio e de sua família

EUIDEAL
Ao permanecer no governo, Marcos Rocha enterra planos políticos dos Gonçalves, de si próprio e de sua família Imagem gerada por IA
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EUIDEAL – O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), confirmou que permanecerá no comando do Executivo estadual até o final do mandato, em 5 de janeiro do próximo ano. A decisão foi consolidada com o encerramento do prazo para desincompatibilização, neste sábado (4), e impacta diretamente o cenário político no estado.

O posicionamento já vinha sendo sinalizado desde o ano passado, em meio à crise política envolvendo o vice-governador Sérgio Gonçalves, mas foi reafirmado agora de forma definitiva, afastando qualquer possibilidade de disputa ao Senado nas eleições de 2026.

A decisão também influencia diretamente os planos políticos de aliados e familiares. Entre eles, o ex-chefe da Casa Civil Júnior Gonçalves, que acumulou forte protagonismo na gestão, e que, junto ao irmão, o vice-governador Sérgio Gonçalves, vinha sendo apontado como parte de um grupo com expectativa de ampliar espaço político no estado.

Com a permanência de Rocha no cargo, o vice-governador não assumirá o Executivo, o que inviabiliza uma eventual candidatura ao governo com a estrutura administrativa em mãos.

No núcleo familiar, a decisão também altera projeções. O irmão do governador, Sandro Rocha, que ocupa cargo no Detran, e a esposa do chefe do Executivo, Luana Rocha, que atua na área social do governo, eram citados nos bastidores como possíveis nomes para a disputa eleitoral, cenário que perde força com a manutenção de Rocha no cargo até o fim do mandato.

Nos bastidores, também há a leitura de que o governador Marcos Rocha já se alinhou politicamente ao pré-candidato ao governo, Adailton Fúria, que deve ter como um dos principais articuladores o ex-senador Expedito Júnior, atual presidente regional do PSD e cotado para coordenar a campanha.

A possível vitória de Fúria, no entanto, é vista por analistas como um cenário distinto em relação ao atual arranjo político. Isso porque, diferentemente da estrutura hoje ocupada pelo grupo ligado ao governador, um eventual novo governo tende a reorganizar espaços administrativos e políticos.

Nesse contexto, aliados próximos avaliam que a participação de figuras ligadas a Rocha poderia ocorrer de forma mais pontual, sem a mesma centralidade observada na atual gestão, com possibilidade de ocupação de espaços administrativos, porém em menor escala.

A leitura predominante é de que, nesse cenário, a construção de novos projetos políticos envolvendo o próprio governador, além de familiares e aliados mais próximos, pode enfrentar maiores desafios no médio prazo.

A definição reorganiza o tabuleiro político em Rondônia, especialmente diante da proximidade das eleições de 2026, e reforça o movimento de continuidade administrativa por parte do atual governo.


Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão encerra um ciclo de especulações e redefine alianças, com impacto direto nas estratégias partidárias e nas futuras composições eleitorais no estado.




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