Acusados de matar delegado com quatro tiros na cabeça em 2021, em festa em Porto Velho, são absolvidos pelo júri
Decisão dos jurados encerra julgamento após quase cinco anos; defesa alegou falta de provas para condenação
O delegado José Valney Calixto de Oliveira / Arquivo Pessoal EUIDEAL - Os acusados de envolvimento na morte do delegado José Valney Calixto de Oliveira, da Polícia Civil de Rondônia, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri em Porto Velho. O crime, ocorrido em 2021 durante uma confusão em uma casa de eventos, teve grande repercussão à época.
Segundo as investigações, o delegado foi atingido por quatro disparos na cabeça e morreu ainda no local. Durante o episódio, um outro homem, apontado como possível autor dos tiros, também foi baleado e morreu posteriormente no hospital. O caso seguiu sob investigação ao longo dos anos, levantando diferentes versões sobre a dinâmica do ocorrido.
De acordo com a defesa, representada pelo advogado Leonardo Lima, o processo se baseou inicialmente na tese de que o delegado teria retornado ao local da festa e efetuado disparos, o que teria provocado uma reação das pessoas presentes.
“O que se sustentava era uma versão que não se comprovou ao longo do processo. Existiam indícios, mas não provas concretas para uma condenação”, afirmou o advogado após o julgamento.
Ainda segundo a defesa, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidiu de forma soberana pela absolvição dos réus, acolhendo o argumento de ausência de provas suficientes de participação direta no crime.
“Desde o início, a defesa demonstrou que se tratava de um julgamento baseado em indícios. Hoje, o júri reconheceu isso e decidiu pela absolvição”, completou.
A decisão marca um novo capítulo no caso, que pode ainda ter desdobramentos nas instâncias superiores, caso haja recurso por parte do Ministério Público.
O julgamento destaca o debate sobre a complexidade de crimes ocorridos em contextos de confusão e a dificuldade de comprovação de autoria em situações com múltiplos envolvidos.


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