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Porto Velho,23/04/2026

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Folha e BBC revelam: Lúcio Mosquini tentou limitar fiscalização do Ibama após receber R$ 250 mil de empresário multado em R$ 5,5 milhões por desmatamento

Reportagens levantam questionamentos sobre projeto que pode impactar fiscalização ambiental no país

EUIDEAL, com BBC e Folha de SP
Folha e BBC revelam: Lúcio Mosquini tentou limitar fiscalização do Ibama após receber R$ 250 mil de empresário multado em R$ 5,5 milhões por desmatamento Foto: Divulgação/MDB Nacional
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EUIDEAL - Reportagens divulgadas pela Folha de S.Paulo e pela BBC News apontam uma possível relação entre a atuação legislativa do deputado federal pelo PL de Rondônia, Lúcio Mosquini, e doações de campanha recebidas por ele. Segundo os veículos, o parlamentar é autor de um projeto que busca restringir o uso exclusivo de imagens de satélite pelo Ibama para aplicação de multas e embargos ambientais.

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Imagem mostra Lucio Mosquini, à esquerda, de terno cinza, ao lado de Sergio Teixeira, de terno azul marinho, usando uma medalha comemorativa, dentro do Parlamento brasileiro

Crédito,Reprodução/Perfil de Lucio Mosquini no Instagram

Legenda da foto,Deputado Federal, Lúcio Mosquini (à esquerda), recebeu R$ 250 mil em doações de campanha do empresário e fazendeiro Sérgio Botelho Teixeira, alvo de uma multa de R$ 5,5 milhões aplicada pelo Ibama. Mosquini é autor de projeto que, segundo ambientalistas, fragiliza combate ao desmatamento


De acordo com as publicações, Mosquini recebeu cerca de R$ 250 mil de um empresário do setor agropecuário, identificado como Sérgio Botelho Teixeira, dono da Italac. O mesmo empresário teria sido multado recentemente em R$ 5,5 milhões pelo Ibama, acusado de desmatamento de vegetação nativa em área de reserva legal no Tocantins.

O projeto defendido pelo deputado prevê que sanções ambientais não possam ser aplicadas apenas com base em imagens de satélite, exigindo a verificação presencial por parte dos fiscais. A proposta já teve urgência aprovada na Câmara dos Deputados, o que acelera sua tramitação.

Críticos da medida afirmam que a mudança pode comprometer a capacidade de fiscalização ambiental, especialmente em regiões remotas da Amazônia e do Cerrado, onde o monitoramento remoto é considerado uma ferramenta essencial. Segundo especialistas citados pelas reportagens, grande parte das ações do Ibama atualmente depende desse tipo de tecnologia.

Imagem mostra um fiscal ambiental utilizando dados de satélite em uma tela de computador

Crédito,Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

Legenda da foto,Órgãos de fiscalização ambiental utilizam imagens de satélite e dados de fontes públicas para emitirem embargos em áreas onde são detectadas atividades irregulares como desmatamento e garimpo

Por outro lado, apoiadores da proposta argumentam que a medida visa garantir o direito de defesa dos produtores rurais, evitando autuações baseadas exclusivamente em dados técnicos sem inspeção presencial.

As reportagens também destacam que o uso de satélites tem sido fundamental para identificar áreas de desmatamento em tempo real, contribuindo para políticas de controle ambiental nos últimos anos.


O caso levanta debate sobre os limites da atuação legislativa em temas ambientais e a relação entre financiamento de campanha e proposições no Congresso Nacional. Até o momento, não há decisão final sobre o projeto, que segue em tramitação e pode passar por novas discussões no Legislativo.

Leia completo a matéria: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9qlwy8zevo




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