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Porto Velho,01/05/2026

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Em decisão histórica, Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF pela 1ª vez em 132 anos

Plenário barra nome indicado por Lula com 42 votos contrários e marca episódio histórico na República

Agência Senado
Em decisão histórica, Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF pela 1ª vez em 132 anos Senadores da base governista acompanham resultado no painel Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado
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Agência Senado - O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 42 votos contrários e 34 favoráveis, número insuficiente para alcançar o mínimo de 41 votos necessários à aprovação.

A decisão marca um fato inédito na história recente do país: é a primeira vez em 132 anos que uma indicação ao STF é rejeitada pelo Senado. Antes disso, apenas cinco nomes haviam sido barrados, todos no ano de 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, poucos anos após a criação da Corte, em 1890.

Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Antes de chegar ao plenário, a indicação passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde foi aprovada por 16 votos a favor e 11 contrários. Mesmo assim, o cenário no plenário mostrou maior resistência ao nome escolhido pelo Planalto.

Durante a sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou ter cumprido os ritos constitucionais na condução do processo, mas criticou a demora do Executivo no envio formal da indicação. Embora o nome de Messias tenha sido anunciado ainda em novembro do ano passado, a mensagem oficial só chegou ao Senado em abril deste ano.

O que eu pretendo fazer hoje? Votar todas as autoridades do CNMP e do CNJ, chamando atenção para os senadores, para que eles possam vir ao Plenário, para que nós possamos ter um número adequado e expressivo de senadores e senadoras, para, aí sim, deliberarmos a Defensoria, o Tribunal do Trabalho e o Supremo Tribunal Federal. Essa é a nossa decisão — declarou.

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A rejeição representa um revés político para o governo federal e deve impactar diretamente a articulação do Planalto no Congresso, além de abrir um novo capítulo na disputa pela vaga no STF.





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