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Porto Velho,15/05/2026

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Polícia Civil desarticula esquema de R$ 129 milhões em fraudes fiscais no agronegócio

Operação “Bilioagro” cumpriu mandados em nove estados e no Distrito Federal; grupo utilizava empresas de fachada para simular exportações fictícias.


Polícia Civil desarticula esquema de R$ 129 milhões em fraudes fiscais no agronegócio Foto: Hoje Amazônia
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Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina desarticulou nesta quinta-feira (14) um esquema milionário de fraudes fiscais ligado ao agronegócio e ao setor de transportes. Segundo as investigações, a organização criminosa teria causado um prejuízo estimado em R$ 129,7 milhões aos cofres públicos por meio de “exportações fantasmas” utilizadas para obtenção indevida de benefícios fiscais.


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Batizada de Operação Bilioagro, a ação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Contra a Fazenda Pública (DFAZ/DEIC), com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina.

Durante a ofensiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de bloqueios judiciais de bens, em Santa Catarina, no Distrito Federal e em outros oito estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Alagoas e Pernambuco.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para emitir notas fiscais falsas e simular operações de compra, venda, transporte e exportação de grãos.

O principal objetivo do esquema seria obter vantagens fiscais relacionadas ao ICMS, permitindo o desvio de mercadorias sem o recolhimento do imposto.

As investigações começaram após auditorias fiscais identificarem movimentações suspeitas no setor agrícola. Conforme a Polícia Civil, a organização teria criado uma estrutura complexa para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações fraudulentas.

Entre os supostos “laranjas” utilizados pela quadrilha estariam pessoas em situação de vulnerabilidade social, beneficiários de programas assistenciais e indivíduos com antecedentes criminais.

Segundo os investigadores, além do impacto financeiro aos cofres públicos, o esquema também provocava concorrência desleal dentro do setor produtivo, afetando empresas que atuam legalmente no mercado.

A operação contou ainda com apoio de delegacias especializadas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e das polícias civis dos estados envolvidos na ação integrada.

Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundamento das investigações e identificação de novos integrantes da organização criminosa. A polícia também apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fraude fiscal relacionados ao esquema.


As autoridades não descartam novas fases da operação nos próximos meses.

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