Após gestos de 'traição', Luís do Hospital e Nim Barroso podem perder vaga nos partidos para disputar reeleição
Movimentações de Nim Barroso e Luís do Hospital nos bastidores geram desconforto em grupos aliados do pré-candidato ao governo pelo PL
Foto: Divulgação EUIDEAL - As movimentações políticas recentes envolvendo os deputados estaduais Nim Barroso e Luís do Hospital começaram a gerar forte repercussão nos bastidores da política de Rondônia e já levantam dúvidas sobre o futuro dos dois parlamentares dentro de partidos ligados ao grupo do senador Marcos Rogério (PL), pré-candidato ao Governo do Estado.
No caso de Nim Barroso, o desconforto começou após o deputado aparecer em agenda política ao lado da deputada federal Silvia Cristina, pré-candidata ao Senado, sem a presença de nomes ligados ao PL na disputa majoritária.
A situação incomodou integrantes da cúpula do Partido Liberal e ganhou ainda mais repercussão após o vazamento de um áudio atribuído ao pré-candidato ao Senado Bruno Scheid Bolsonaro, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e ligado ao grupo de Marcos Rogério.
No áudio, Bruno afirmou que pré-candidatos que estariam “acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo” poderiam sofrer consequências na convenção partidária.
“Pré-candidatos que caminham fora da majoritária ainda vão passar pela convenção. Fidelidade partidária se cobra”, afirmou.
Nos bastidores, a fala foi interpretada como um recado direto a parlamentares que estariam mantendo diálogo com grupos políticos adversários.
Luís do Hospital também entra no radar
Outro nome que passou a gerar comentários internos foi o deputado estadual Luís do Hospital, atualmente filiado ao Partido Novo e pré-candidato à reeleição.
Luís apareceu recentemente em evento político ao lado do pré-candidato ao governo Adailton Fúria, durante agenda em Jaru que reuniu integrantes do clã Gonçalves.
O gesto chamou atenção principalmente porque o Novo está politicamente alinhado ao projeto de Marcos Rogério ao Governo de Rondônia.
Nos bastidores, aliados afirmam que o Partido Novo teria aberto espaço para Luís disputar a reeleição justamente por ele ser o único deputado estadual com mandato dentro da legenda e também pela expectativa de influência política ligada ao grupo Gonçalves, considerado estratégico no cenário eleitoral estadual.
Entretanto, após a aproximação pública com Fúria, começaram comentários internos de que a situação pode gerar desgaste político dentro do grupo alinhado ao senador Marcos Rogério.
Disputa interna por vagas
Nos bastidores da política estadual, também cresce a avaliação de que o Novo teria capacidade de eleger deputado estadual mesmo sem um nome com mandato na chapa, o que aumenta a pressão interna sobre a composição final da nominata.
A avaliação de alguns articuladores políticos é que, sem uma candidatura considerada “prioritária”, os nomes da chapa disputariam em condições mais equilibradas, aumentando as chances de renovação interna.
As movimentações evidenciam que a disputa pelo Governo de Rondônia já começa a provocar tensões internas entre partidos, deputados e grupos políticos antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.



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