Projeto Salus na Aldeia leva atendimentos de saúde e fortalece interculturalidade em comunidade indígena de Rondônia
Ação realizada pela FIMCA, Exército Brasileiro e DSEI-PVH reuniu profissionais, acadêmicos e lideranças indígenas em atendimentos especializados na Aldeia Beijarana.
Assessoria O Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA realizou, em parceria com o Exército Brasileiro, por meio da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, e com o Distrito Sanitário Especial Indígena de Porto Velho (DSEI-PVH), a 3ª edição do Projeto Salus na Aldeia. A ação aconteceu na comunidade indígena Beijarana e reuniu acadêmicos, professores, profissionais de saúde, militares e lideranças indígenas em uma iniciativa voltada à promoção da saúde e ao atendimento da população indígena da região.
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Durante a ação, foram ofertados atendimentos médicos nas áreas de Ginecologia, Pediatria, Ortopedia e Clínica Geral. Os pacientes também tiveram acesso a exames laboratoriais, testes rápidos, atendimentos odontológicos e serviços especializados, incluindo manutenção e confecção de próteses dentárias.
A programação contou ainda com a participação de lideranças indígenas da região, que acompanharam as atividades e contribuíram para o fortalecimento do diálogo entre as instituições parceiras e as comunidades atendidas. A presença dessas lideranças reforçou a valorização dos saberes tradicionais e a construção de um atendimento pautado no respeito à cultura e às especificidades dos povos indígenas.
A coordenadora do projeto, Dra. Alcione Santos, destacou a integração entre os diferentes cursos e o cuidado oferecido à comunidade.
“Estamos aqui na Aldeia Beijarana realizando a terceira edição do Projeto Salus, uma iniciativa da 17ª Brigada de Infantaria de Selva em parceria com a FIMCA. Além dos atendimentos médicos, contamos com a atuação da Biomedicina, por meio dos exames laboratoriais e testes rápidos, e da Odontologia, com diversos atendimentos e um destaque especial para a manutenção de próteses dentárias. É uma ação que valoriza a interculturalidade e promove um cuidado integral à população indígena”, afirmou.
A ação foi realizada em alusão ao Dia do Serviço de Saúde do Exército, celebrado em 27 de maio. Para o comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, General Magalhães, a iniciativa reforça a importância da aproximação entre instituições e comunidades amazônicas.
“Organizamos essa ação em comemoração ao Dia do Serviço de Saúde do Exército e contamos com o apoio da FIMCA para levar assistência à comunidade indígena. Para nós, é muito importante estar em contato com as populações da Amazônia e contribuir com ações que promovam saúde e qualidade de vida”, destacou.
Além dos atendimentos prestados à população, a atividade proporcionou uma importante experiência de formação para os acadêmicos envolvidos. O estudante de Medicina Luiz Eduardo ressaltou o impacto da vivência na construção profissional e humana dos participantes.
“É uma experiência que proporciona aprendizado, contato com outra cultura e, acima de tudo, o desenvolvimento da empatia. O Projeto Salus nos permite conhecer a realidade das pessoas e colocar em prática aquilo que aprendemos em sala de aula, oferecendo um cuidado mais humano e completo”, comentou.
A edição também contou com a participação de integrantes do Movimento dos Estudantes Indígenas de Rondônia (MEIRO). Para Antonio Lauro Apurinã, acadêmico e representante do movimento, a oportunidade teve um significado especial.
“Participar do Salus na Aldeia é muito importante para nós. Sempre estivemos do outro lado, como comunidade atendida. Hoje temos a oportunidade de aprender e, futuramente, devolver esse conhecimento ao nosso povo por meio da saúde indígena”, afirmou.
A atuação conjunta entre Medicina, Odontologia e Biomedicina permitiu uma abordagem multiprofissional dos atendimentos, ampliando a qualidade da assistência prestada e fortalecendo a formação acadêmica dos estudantes envolvidos.
A terceira edição do Projeto Salus na Aldeia reforça a importância das ações extensionistas na formação dos futuros profissionais da saúde e amplia o acesso a serviços especializados em comunidades que enfrentam maiores desafios de atendimento, promovendo cuidado, respeito às tradições e valorização da diversidade cultural presente em Rondônia.










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