Vídeo viral mostra trem do Espaço Alternativo transformado em moradia improvisada
Gravação mostra pequena entrada da estrutura temática com pertences pessoais, incluindo cama improvisada e itens de higiene; caso expõe vulnerabilidade social em espaço público de Porto Velho.
Foto: Divulgação/Redes Sociais O que você precisa saber
- Um vídeo mostra que o trem decorativo do Espaço Alternativo vem sendo usado como moradia.
- A estrutura, puramente temática, tem uma pequena porta usada como entrada.
- Pertences como cama improvisada e itens de higiene aparecem no interior do trem.
- O caso reacende debate sobre situação de rua em espaços públicos da capital.
Um vídeo que circula nas redes sociais chamou atenção nos últimos dias ao flagrar uma situação pouco percebida por quem frequenta o Espaço Alternativo, área pública de Porto Velho voltada à prática de exercícios físicos e à convivência ao ar livre. As imagens mostram que o trem decorativo instalado no local, elemento puramente temático e sem qualquer função de uso, vem sendo utilizado como moradia por uma pessoa em situação de rua.
A estrutura, que originalmente cumpre apenas papel estético dentro do espaço, conta com uma pequena porta de acesso. É justamente por ali que, segundo a gravação, uma pessoa passou a entrar e utilizar o interior do trem como abrigo. As imagens mostram pertences pessoais organizados no local, entre eles uma cama improvisada, itens de higiene, como escova de dente, e outros objetos do cotidiano.
Um detalhe chamou atenção de quem viu as imagens: entre os pertences, aparece uma bolsa com o símbolo da Prefeitura de Porto Velho, sugerindo alguma relação, ainda que indireta, entre a pessoa que ocupa o trem e algum tipo de atendimento ou distribuição realizada pelo poder público municipal.
O que as imagens mostram
- Cama improvisada dentro do trem
- Itens de higiene pessoal, como escova de dente
- Bolsa com símbolo da Prefeitura de Porto Velho entre os pertences
O Espaço Alternativo é um ambiente frequentado diariamente por moradores da cidade, reunindo praticantes de atividades físicas e vendedores ambulantes que atuam no entorno da área. A descoberta de que parte da estrutura decorativa vem servindo de moradia reacende a discussão sobre a situação de pessoas em vulnerabilidade social que ocupam espaços públicos da capital como alternativa diante da ausência de moradia.
Até o momento, a identidade da pessoa que utiliza o trem como abrigo não foi divulgada. O caso, no entanto, reforça um retrato recorrente em centros urbanos: o uso de estruturas públicas, mesmo aquelas com finalidade puramente decorativa, como último recurso de abrigo para quem vive em situação de rua.


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