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Porto Velho,25/09/2026

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CNJ deflagra operação contra desembargador do TRF-1 apontado como integrante da "Turma do KN", ligada a Kassio Nunes Marques

Newton Ramos é investigado por suposta atuação favorável ao Banco Master antes de contrato de R$ 427 milhões com escritório da própria esposa; ministro do STF nega irregularidades

Eu Ideal - Com informações do The News
CNJ deflagra operação contra desembargador do TRF-1 apontado como integrante da Foto: Reprodução/TRF-1/ROSINEI COUTINHO/STF/FLICKR
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O que você precisa saber

  • O CNJ, com apoio da PF, fez operação contra o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, apontado como integrante da "Turma do KN".
  • A sigla remete a Kassio Nunes Marques, ministro do STF de quem Newton foi juiz auxiliar e com quem mantém amizade.
  • Investigação aponta contrato de R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa do desembargador, Camilla Ramos.
  • Newton e Kassio negam irregularidades; o ministro afirma ter se declarado suspeito em processos relacionados ao caso.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deflagrou nesta quinta-feira (24), com apoio da Polícia Federal, uma operação contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), responsável por julgar processos federais de estados como Distrito Federal, Minas Gerais e Bahia. A ação mirou o gabinete do magistrado e integra as investigações que envolvem o colapso do Banco Master.



O nome de Newton apareceu em mensagens extraídas pela PF do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, que o identificam como integrante de um grupo apelidado de "Turma do KN", referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. A relação entre os dois vem de anos: Newton foi juiz auxiliar de Kassio quando o ministro ocupava a vice-presidência do TRF-1, e os dois mantêm amizade pessoal desde então.

Segundo o Estadão, Newton proferiu ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Banco Master cerca de seis meses antes da assinatura do contrato com o escritório da esposa.

No centro da investigação está um contrato de R$ 427 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do desembargador, Camilla Ramos, para atuar em ao menos 12 ações do setor sucroalcooleiro movidas pelo banco contra a União. Os honorários foram fixados em 5% dos valores eventualmente recuperados, o que pode fazer o montante chegar à cifra milionária citada.

As mensagens obtidas pela PF também indicam que Newton teria tratado, com intermediários de Vorcaro, sobre hospedagem para Kassio Nunes Marques, incluindo uma diária no hotel Fasano que o banqueiro teria autorizado colocar em sua própria conta. Outras apurações mencionam ainda o uso de um jato particular de Vorcaro para uma viagem relacionada ao aniversário de Camilla.

Procurados, os envolvidos negaram irregularidades. Newton Ramos afirmou que nunca julgou qualquer causa de interesse do Banco Master. Já Kassio Nunes Marques declarou que sua relação com o desembargador e com Camilla tem caráter estritamente pessoal, negou ter conversado diretamente com o banqueiro ou autorizado terceiros a falar em seu nome, e informou ter se declarado suspeito em processos relacionados ao caso no STF.

O caso segue sob investigação, e cabe às instâncias competentes, ao longo do processo, apurar a real extensão dos fatos e eventuais responsabilidades, respeitados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.

Ficha do caso

  • Investigado: desembargador Newton Ramos, do TRF-1
  • Grupo apontado pela investigação: "Turma do KN"
  • Ministro citado: Kassio Nunes Marques (STF)
  • Contrato sob suspeita: R$ 427 milhões, entre o Banco Master e o escritório de Camilla Ramos, esposa do desembargador
  • Objeto do contrato: atuação em 12 ações do setor sucroalcooleiro contra a União
  • Operação: CNJ com apoio da Polícia Federal, no gabinete do desembargador no TRF-1
  • Data da operação: quinta-feira, 24 de setembro de 2026
  • Situação atual: investigação em andamento; envolvidos negam irregularidades

Nota da redação

O caso ainda está em fase de investigação. O Portal Eu Ideal preserva a presunção de inocência de todos os envolvidos até a conclusão do processo, respeitados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.




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