Gasolina já chega a R$ 7,29 em Porto Velho e aumento surpreende consumidores no início da semana
Foto: Reprodução Postos de combustíveis em Porto Velho começaram a semana, nesta segunda-feira (9), com novos preços da gasolina, pegando muitos consumidores de surpresa. Em diferentes regiões da capital, o valor do litro já varia entre R$ 7,19 e R$ 7,29 dependendo do estabelecimento.
Apesar do reajuste já aplicado na maioria dos postos, alguns ainda mantêm o valor antigo de R$ 6,96, mas a tendência é de que o preço seja atualizado nos próximos dias. A diferença ocorre porque algumas distribuidoras já repassaram o aumento, enquanto outras ainda não aplicaram os novos valores.

Segundo representantes do setor, essa oscilação no preço dos combustíveis tem apresentado alta em parte importante dos estados brasileiros em meio ao conflito bélico centrado entre Irã, Estados Unidos e Israel.
Com isso, motoristas já sentem o impacto no bolso logo no início da semana. A expectativa é de que, à medida que os estoques antigos se esgotem e novas cargas cheguem às distribuidoras, o novo patamar de preços passe a se consolidar em praticamente todos os postos da capital.
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Enquanto as distribuidoras aumentam os preços, a Petrobras não comunicou nenhum reajuste. A última alteração nos preços foi comunicada em 26 de janeiro deste ano.

Com a guerra no Oriente Médio, a expectativa é de impacto nos preços dos combustíveis e, consequentemente, na inflação. O valor do barril do petróleo no mercado global ultrapassou os US$ 90 por barril na ultima sexta-feira (6) e atingiu o maior nível desde 2023.
Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), que reúne os importadores, a defasagem do diesel em relação ao valor no exterior é de 64% e, no caso da gasolina, o preço é 27% menor.
A Fecombustíveis, que reúne sindicatos patronais que representam cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, afirmou ter recebido relatos de que distribuidoras estão elevando os preços, por impacto da alta do petróleo.
A entidade afirma que o mercado é livre e cabe a cada posto determinar se irá ou não repassar eventuais aumentos de custos, conforme a lógica da livre concorrência e das estratégias competitivas de cada empresa.

O reajuste relatado ocorre apesar de a Petrobras, que responde por cerca de 70% do abastecimento no Brasil, não ter alterado seus preços.
Mas o mercado também é abastecido por combustível importado e algumas refinarias privadas, que estão reagindo à disparada do petróleo, acrescentou a Fecombustíveis.
“Por isso, os preços nacionais são afetados pelos preços praticados no mercado externo”, afirmou a entidade.




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