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Porto Velho,10/03/2026

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Polícia Federal prende delegado e ex-secretário por esquema de venda de influência ao tráfico de drogas

Investigação aponta que delegado da polícia federal recebia dinheiro em troca de informações sigilosas para beneficiar facção criminosa

Painel Político
Polícia Federal prende delegado e ex-secretário por esquema de venda de influência ao tráfico de drogas Foto: Reprodução
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (9), a Operação Anomalia, ação que visa desarticular um núcleo criminoso acusado de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer interesses de um traficante internacional de drogas. A operação, realizada no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, cumpre mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e tem como alvo uma associação criminosa estruturada para praticar crimes contra a administração pública.

Entre os detidos está o delegado federal Fabrizio José Romano, servidor de carreira da corporação, e o ex-secretário estadual Alessandro Pitombeira Carracena, advogado com histórico de atuação em cargos comissionados no governo do Rio de Janeiro. Também são alvo da operação advogados e servidores públicos suspeitos de integrar o esquema. Segundo a PF, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares diversas, como o afastamento do exercício de função pública

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Modus operandi da associação criminosa

De acordo com as investigações, as provas colhidas indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas. O esquema contava com a articulação de um ex-secretário de Estado e advogados, que atuavam como intermediários para viabilizar favores e pagamentos indevidos em espécie ao delegado de Polícia Federal envolvido, em troca de informações privilegiadas e influência interna nas investigações.

"De acordo com a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de uma rede de proteção institucional, com acesso a informações reservadas que teriam beneficiado integrantes da facção", informou a corporação em nota à imprensa.

As apurações revelaram, ainda, a atuação de um indivíduo com histórico criminal, focado na facilitação política e operacional em Brasília, ampliando o alcance do esquema para além das fronteiras estaduais.


Contexto investigativo: Operação Zargun e TH Joias

A Operação Anomalia está conectada a investigações anteriores, como a Operação Zargun, que resultou no indiciamento do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e de outras pessoas por crimes de organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal. Segundo a PF, o vazamento de informações relacionadas à Operação Zargun teria permitido que suspeitos reorganizassem seu entorno antes do cumprimento de mandados judiciais.

O ex-secretário Alessandro Pitombeira Carracena, preso na presente operação, já havia sido alvo de investigações anteriores. De acordo com reportagens veiculadas por veículos de imprensa, ele é suspeito de receber R$ 90 mil do Comando Vermelho e de intermediar pedidos de ajuda ao tráfico para recuperar veículos roubados. Carracena ocupou cargos comissionados na Secretaria da Casa Civil e na Secretaria de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, além de ter sido secretário estadual de Esportes.


Marco legal: ADPF 635 e Força-Tarefa Missão Redentor II

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, medida cautelar do STF que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no Estado do Rio de Janeiro. O foco especial da força-tarefa é a desarticulação das conexões entre organizações criminosas e agentes públicos ou políticos, reforçando o compromisso institucional com o combate à corrupção e à impunidade.


Impactos institucionais e sociais

A prisão de um delegado federal em exercício gera repercussão significativa no âmbito das instituições de segurança pública. A PF reafirmou, em nota, que atua em todas as suas investigações seguindo “rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e na preservação e garantia dos direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade”. Para a sociedade, o desmantelamento de esquemas que misturam agentes públicos e criminosos representa um avanço na proteção do Estado Democrático de Direito. Especialistas em segurança pública destacam que a transparência nas investigações e a responsabilização de servidores que desvirtuam suas funções são essenciais para restaurar a confiança da população nas instituições

Todas as informações apresentadas nesta matéria foram extraídas de fontes oficiais, incluindo comunicados da Polícia Federal decisões do Supremo Tribunal Federal e reportagens de veículos de imprensa reconhecidos, como G1 e Metrópoles. Não foram incluídas suposições, inferências ou dados não verificados. Caso novas informações sejam divulgadas pelas autoridades competentes, este conteúdo será atualizado com a devida atribuição de fonte.




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