Empresário que acusou Breno Mendes já ameaçou o vereador Dr. Santana e foi alvo de medida protetiva em favor de Hildon Chaves
Histórico envolvendo dono da Amazon Fort inclui restrições judiciais e novo registro de ocorrência por suposta ameaça a parlamentar
Foto: Divulgação EUIDEAL - O caso envolvendo o empresário Iuri Daniel Serrate Faria, ligado à empresa Amazon Fort e integrante do consórcio Eco PVH, ganhou novos desdobramentos após a revelação de antecedentes envolvendo ameaças a autoridades públicas em Porto Velho.
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O empresário é o mesmo que, recentemente, acusou o vereador Dr. Breno Mendes de suposta solicitação de propina. Agora, vieram à tona registros de que ele já havia sido alvo de medida protetiva concedida pela Justiça em favor do então prefeito Hildon Chaves, em 2024, após episódios considerados ameaçadores.
De acordo com informações apuradas, em julho de 2024 a Polícia Civil abriu investigação após Hildon Chaves relatar ter sido abordado de forma hostil por empresários ligados à Amazon Fort em via pública da capital.
Diante da situação, a Justiça determinou que Iuri Daniel e outro sócio mantivessem distância mínima de 100 metros do ex-prefeito e de seu advogado, além de proibir qualquer tipo de contato — direto ou indireto — como forma de prevenir novas intimidações.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que entenderam haver elementos suficientes para a concessão da medida protetiva.
Assista a reportagem:
Episódio envolvendo o vereador Dr. Santana
Mais recentemente, o nome do empresário voltou ao centro de uma nova controvérsia. O vereador Devonildo de Jesus Santana (Dr. Santana) registrou boletim de ocorrência alegando ter recebido uma mensagem com teor ameaçador.
Segundo o parlamentar, o conteúdo dizia: “Eu vou acabar com você”. A gravidade da situação levou à formalização da ocorrência e à solicitação de uma ata notarial para preservação das provas.
A coincidência entre os episódios — envolvendo o mesmo empresário e diferentes agentes públicos — levanta alerta sobre possível reincidência em condutas intimidatórias.

Empresa nega irregularidades
Em nota, a Amazon Fort negou que tenha enviado qualquer mensagem ameaçadora ao vereador. A empresa sustenta que pode ter ocorrido um envio equivocado de conteúdo, que seria originalmente destinado a um advogado.
Ainda segundo a nota, a companhia afirma manter postura respeitosa nas relações institucionais e informou que pretende adotar medidas judiciais contra o que classificou como divulgação de informações inverídicas.
Contexto de crise na coleta de lixo
O caso ocorre em meio à crise envolvendo o serviço de coleta de lixo em Porto Velho, que culminou na substituição do consórcio Eco PVH após milhares de reclamações da população, notificações e multas por descumprimento contratual.
A atuação do vereador Dr. Santana, inclusive, está relacionada à fiscalização do serviço, tendo ele ingressado com medidas judiciais questionando a execução do contrato e apontando um cenário de “caos do lixo” na capital.
A Polícia Civil investiga a suposta ameaça ao vereador, enquanto a Justiça já possui registros anteriores de medidas restritivas envolvendo o empresário e agentes públicos de Porto Velho.



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