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Porto Velho,26/04/2026

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Envolvidos na morte do dentista Clei Bagattini são condenados em Vilhena, mas mandante segue desconhecido

Após quase 20 horas de julgamento, réus recebem penas de até 23 anos; motivação do crime ainda não foi esclarecida

Folha do Sul
Envolvidos na morte do dentista Clei Bagattini são condenados em Vilhena, mas mandante segue desconhecido Folha do Sul
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Após quase 20 horas de julgamento, encerrado às 3h da madrugada deste sábado (25), em Vilhena, a Justiça condenou Maikon Sega Araújo e Raqueline Leme Machado pelo envolvimento no assassinato do dentista Clei Bagattini, executado dentro da própria clínica.


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De acordo com as investigações, Maikon Sega teria atuado como intermediador na contratação do autor dos disparos, apontado como Maico da Silva Raimundo, que morreu meses depois em confronto com a polícia.

O julgamento, iniciado no dia anterior, mobilizou o Ministério Público de Rondônia (MPRO), que atuou com dois promotores em um caso de grande repercussão. O crime ocorreu em julho de 2024, quando a vítima foi atingida por vários tiros à queima-roupa, inclusive no rosto, dentro do consultório.

Durante a sessão, 17 testemunhas foram ouvidas, incluindo familiares do dentista. A mãe da vítima emocionou o público ao descrever o filho como “uma pessoa alegre, dedicada e sem inimigos”.

Os debates entre defesa e acusação foram intensos. Em determinado momento, a juíza Liliane Pegoraro Bilharva determinou a retirada do público do plenário após a defesa apresentar informações sigilosas de outro inquérito e citar possíveis envolvidos que não estavam sendo julgados.

Segundo o MPRO, o casal integrava um grupo organizado, que atuou de forma planejada, com divisão de funções para a execução do crime.

As investigações apontam que o autor dos disparos marcou uma consulta na clínica um dia antes, utilizando nome falso, para se aproximar da vítima. No dia do crime, entrou no local como paciente e efetuou diversos disparos.

Ainda conforme apurado, o grupo teria se reunido na noite anterior para alinhar os detalhes da ação. Um dos envolvidos teria dado apoio na fuga, enquanto outra denunciada auxiliou no plano ao agendar um segundo horário na clínica, como alternativa caso o primeiro não fosse executado.

Após o crime, o atirador fugiu em uma motocicleta, trocou de veículo com apoio de outro integrante e deixou a cidade.

Apesar da condenação, o julgamento não esclareceu a motivação do crime nem identificou quem teria ordenado a execução. O apontado autor dos disparos, Maico da Silva Raimundo, morreu após troca de tiros com policiais no estado do Mato Grosso.











Maikon Sega Araújo foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão, sem direito de recorrer em liberdade, devido ao seu histórico criminal. Já Raqueline Leme Machado recebeu pena de 6 anos de prisão, em regime semiaberto, com direito de recorrer em liberdade, conforme entendimento dos jurados sobre sua participação.




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