Prefeitura de Vilhena é condenada após médico deixar objetos dentro de paciente
Sentença aponta negligência em procedimento realizado em hospital regional e fixa indenização por danos morais
Reprodução A Justiça de Vilhena proferiu uma decisão considerada grave contra a Prefeitura de Vilhena e o médico Celso Machado, que também ocupa o cargo de presidente da Câmara Municipal.
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De acordo com o juiz Paulo Juliano Roso Teixeira, uma cirurgia de histerectomia, realizada em agosto de 2023 no Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira, resultou em sequelas permanentes na paciente, que ficou inválida após o “esquecimento” de objetos cirúrgicos dentro do corpo.
Na sentença, o magistrado destacou falhas no procedimento e na condução médica. “A ausência do adequado termo de consentimento informado na primeira cirurgia, ausência de registros médicos precisos e omissão do ‘check-list’ de materiais utilizados reflete falha na segurança do procedimento”, afirmou.
A decisão determina o pagamento de R$ 80 mil por danos morais à autora da ação.
Segundo advogados ouvidos, o médico responsável pode ainda ser alvo de medidas administrativas. Há a possibilidade de a prefeitura ingressar com ação para ressarcimento aos cofres públicos, além da abertura de um processo disciplinar, que pode resultar até mesmo em sua demissão do serviço público.




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