Fábio Calderon: a voz da cultura que nasce do chão do folclore amazônico
Legado Cultural
Fábio Calderon
Fábio Calderon: a voz da cultura que nasce do chão do folclore amazônico
Colunista cultural do site Eu Ideal constrói trajetória marcada por paixão, vivência e compromisso com as tradições populares da região Norte
Por Juan Pantoja
Entre ritmos, cores, histórias e tradições, surge a trajetória de Fábio Calderon — um nome que carrega, na essência, a força do movimento folclórico de Porto Velho e de toda a região Norte.
Formado em Letras Português e Direito, Fábio é hoje colunista cultural do site Eu Ideal, mas sua ligação com a cultura popular vai muito além da escrita. Ela nasce da vivência, da entrega e de uma história construída dentro dos arraiais, dos bois e das manifestações que moldam a identidade amazônica.
Sua caminhada teve início em 1999, na quadrilha A Roça é Nossa, onde permaneceu até 2012. Foram anos de intensa dedicação como dançarino, além de atuação no apoio e na coordenação — um período que consolidou sua base dentro do movimento cultural.
Em 2012, expandiu sua atuação ao integrar o Boi Diamante Negro como dançarino. Nos anos seguintes, seguiu sua jornada com passagens marcantes pela quadrilha JUABP (2013 a 2015), pela Girassol da Três Marias (2016) e pela Rádio Farol (2017 a 2019), encerrando oficialmente sua trajetória como dançarino, mas nunca sua conexão com a cultura.
Paralelamente, Fábio também se destacou como apresentador do Boi Marronzinho nos anos de 2013, 2014 e 2015, retornando em 2018 como integrante da diretoria, reforçando seu papel ativo na valorização e fortalecimento do folclore local.
Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória aconteceu em 2023, quando retornou à quadrilha A Roça é Nossa para uma emocionante homenagem ao presidente Fernando Rocha, falecido em dezembro de 2022. O ano foi descrito por Fábio como “mágico”, marcado pela missão de contar, através da arte, a história de um líder que deixou legado e saudade.
Mas se há um símbolo que traduz a essência de sua paixão, esse símbolo é o Festival de Parintins. Desde a infância, Fábio acompanha a grandiosidade do espetáculo protagonizado por Garantido e Caprichoso. Em 2013, realizou o sonho de vivenciar o festival de perto — uma experiência que, segundo ele, vai além da cultura: é emoção, identidade e pertencimento.
Além de Parintins, o colunista também acompanha outros importantes eventos da cultura amazônica, como o Festival de Ciranda de Manacapuru, o Sairé em Santarém, o Festival Folclórico de Humaitá e o Duelo na Fronteira, em Guajará-Mirim, reafirmando seu compromisso com a valorização das tradições regionais.
Com uma visão que une experiência prática e sensibilidade cultural, Fábio Calderon segue sua missão de dar voz às manifestações populares, fortalecendo raízes e conectando histórias que atravessam gerações.
“Um povo sem cultura é um povo sem história.”
E é justamente contando essa história que Fábio segue escrevendo — com verdade, paixão e identidade.



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