Por retaliação: Deputados do RJ ameaçam divulgar lista de amantes de desembargador que trabalham na Alerj e ‘recebiam sem trabalhar’
Tensão política aumenta no Rio após exoneração de mais de 1,6 mil servidores apontados como fantasmas
Crédito: Brunno Dantas/TJRJ Os bastidores da política do Rio de Janeiro ficaram ainda mais tensos após deputados estaduais ligados ao grupo do ex-governador Cláudio Castro ameaçarem divulgar uma suposta lista de mulheres apontadas como amantes de desembargadores que receberiam salários da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sem exercer funções reais.
A ameaça surgiu logo após o governador interino Ricardo Couto, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinar a exoneração de mais de 1,6 mil funcionários considerados fantasmas da estrutura estadual.
Grande parte dos demitidos, segundo informações de bastidores, teria ligação política com aliados do ex-governador Cláudio Castro, que deixou o cargo após enfrentar problemas judiciais relacionados à cassação de mandato por abuso de poder político.
O movimento provocou forte reação entre parlamentares da base ligada ao antigo governo estadual e ao presidente da Alerj, Douglas Ruas, nome apontado como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PL.
Segundo relatos divulgados nos bastidores políticos, alguns dos servidores exonerados sequer possuíam crachá funcional ou acesso aos sistemas internos do Estado, reforçando suspeitas de irregularidades administrativas dentro da máquina pública.=
Com o avanço da crise, a Assembleia Legislativa do Rio divulgou nota negando qualquer deliberação institucional sobre o caso. A Casa afirmou que a narrativa envolvendo supostas listas e ameaças não representa posição oficial do parlamento estadual.
O episódio ampliou o clima de confronto político no Rio de Janeiro e escancarou a disputa entre o governo interino e grupos aliados do ex-governador cassado, em meio a uma reorganização de forças visando as próximas eleições estaduais.



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