Operação do MP resulta na prisão de 20 condenados por violência sexual contra crianças e adolescentes durante Maio Laranja
Foto: Reprodução Operação coordenada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) resultou, ao longo deste mês, na prisão de 20 pessoas condenadas por violência sexual contra crianças e adolescentes que, sentenciadas a penas elevadas, estavam foragidas da Justiça em Porto Velho. A ação, conduzida a partir de um intenso trabalho interinstitucional de inteligência investigativa, foi realizada como parte do calendário da Campanha Maio Laranja, mobilização de enfrentamento e combate a delitos dessa natureza.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e contou com o apoio do Centro de Atividades Extrajudiciais (Caex); Secretaria de Estado da Justiça (Sejus); Polícias Civil (PC); Militar (PM); Rodoviária Federal (PRF) e Federal (PF).
De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Anderson Batista de Oliveira, o trabalho consistiu num esforço interinstitucional para dar cumprimento a mandados de prisão que estavam em aberto contra réus sentenciados a penas a serem cumpridas em regime fechado.
“Em geral, tratava-se de pessoas que responderam aos processos em liberdade e se evadiram após o julgamento. Realizamos diversas diligências, identificamos acusados que já estavam mortos ou presos por outros delitos e montamos uma grande força-tarefa para localizar esses réus”, disse.
Investigação - A ação, conforme explicou o promotor de Justiça, apresentou caráter desafiador, por se tratar de operação de captura de foragidos, pessoas cuja localização é incerta, que têm como prática usar documentos falsos, morar em áreas afastadas e adotar todo tipo de medidas para evitar o cumprimento desses mandados.
Assim, foi realizado um trabalho minucioso de levantamento, comunicação de dados e pesquisa de instituições com atribuições afetas ao tema. “O número de prisões, aparentemente pequeno, ganha expressão se pensarmos na conduta delituosa desses indivíduos, que agora estão fora das ruas”, afirma o coordenador do Gaeco, que, ao avaliar o tempo dedicado aos trabalhos, contabilizou a média de uma prisão por dia.
Para o Ouvidor-Geral do MPRO, procurador de Justiça Carlos Grott, que idealizou o trabalho, a operação demonstra a capacidade de mobilização das instituições no enfrentamento da violência. “Foi uma ação valiosa, que terá impacto na sociedade e na infância de muitas crianças”, destacou.
A Operação Maio Laranja foi desenvolvida como parte de campanha homônima, coordenada pela Ouvidoria-Geral e contou com a parceria da Promotoria de Justiça da Infância.
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