Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre e deixa feridos menos de três anos após inauguração
Estrutura sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira, havia sido interditada um dia antes após apresentar sinais de instabilidade; governo estadual criou gabinete de crise para acompanhar o caso.
Foto: Reprodução A queda parcial da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, provocou preocupação e levantou questionamentos sobre as condições da obra, inaugurada há menos de três anos. O desabamento ocorreu na noite da última sexta-feira (5) e deixou pelo menos quatro pessoas feridas, duas delas em estado grave.
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A estrutura, construída sobre o Rio Iaco, foi entregue à população em dezembro de 2023 e recebeu investimentos estimados em R$ 36 milhões. O acidente ocorreu apenas um dia após a ponte ter sido interditada preventivamente devido a indícios de comprometimento estrutural identificados por equipes técnicas.
Entre os feridos está o advogado e juiz aposentado Edinaldo Muniz, que realizava uma transmissão ao vivo nas redes sociais enquanto comentava os problemas apresentados pela ponte. Durante a gravação, parte da estrutura cedeu, surpreendendo as pessoas que estavam no local.
Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e das forças de segurança foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas e isolar a área afetada.
Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), técnicos já haviam identificado sinais de instabilidade nas margens do rio e possíveis riscos à estrutura. A empresa responsável pela construção teria sido notificada anteriormente para realizar avaliações e adotar medidas corretivas.
Diante da gravidade do caso, a governadora Mailza Assis deslocou-se para Sena Madureira e determinou a criação de um gabinete de crise para acompanhar os trabalhos de assistência às vítimas e as investigações sobre o desabamento.
A obra ainda estava dentro do período contratual de garantia, o que poderá resultar na responsabilização da construtora caso sejam constatadas falhas de execução, projeto ou manutenção.
A expectativa agora é pelos resultados das perícias técnicas que deverão apontar as causas do colapso. Órgãos de fiscalização e controle também acompanham o caso, que ganhou repercussão em todo o país devido ao curto período entre a inauguração da ponte e o desabamento.
O acidente reacendeu o debate sobre a qualidade das obras públicas e a necessidade de fiscalização permanente de estruturas consideradas estratégicas para a mobilidade e o desenvolvimento regional. Em Sena Madureira, a ponte era considerada uma das principais ligações viárias do município e desempenhava papel importante no deslocamento de moradores, veículos e cargas.
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