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Porto Velho,05/06/2026

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BMG Foods se manifesta sobre bloqueio judicial e diz que decisão é desproporcional e prejudica outros ex-funcionários

Empresa afirma que medida comprometeu fluxo de caixa e que está tomando providências jurídicas para reverter o bloqueio e regularizar pagamentos

Eu Ideal
BMG Foods se manifesta sobre bloqueio judicial e diz que decisão é desproporcional e prejudica outros ex-funcionários Reprodução Eu Ideal
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EUIDEAL - Após a divulgação da reportagem do Eu Ideal sobre o bloqueio de R$ 1,2 milhão em suas contas determinado pela Justiça do Trabalho, a BMG Foods Importação e Exportação Ltda emitiu nota oficial se manifestando sobre o caso.

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Na nota, a empresa afirma que seu fluxo de caixa foi comprometido por uma decisão judicial que, segundo ela, ordenou um bloqueio superior aos valores discutidos na ação, sem que a companhia tivesse a oportunidade de se manifestar previamente e desconsiderando garantias que teriam sido oferecidas.

"Em respeito à transparência, a BMG Foods esclarece que teve seu fluxo de caixa comprometido por uma decisão judicial que ordenou um bloqueio maior que os valores discutidos na ação, ignorando as garantias oferecidas e sem dar oportunidade de a empresa se manifestar", diz o comunicado.

Empresa classifica medida como desproporcional

A BMG Foods classificou a decisão como desproporcional, argumentando que os efeitos do bloqueio ultrapassam as partes diretamente envolvidas no processo e acabam prejudicando outros ex-funcionários da empresa — que, segundo a companhia, também aguardam pagamentos e podem ser afetados pelo congelamento dos recursos.

Próximos passos

A empresa informou estar adotando todas as medidas jurídicas cabíveis para reverter a decisão judicial e regularizar os pagamentos "o mais rápido possível", reconhecendo a urgência da situação.

A decisão que originou o caso foi proferida pelo juiz do trabalho Wadler Ferreira, da Vara do Trabalho de Ouro Preto do Oeste, em 1º de junho de 2026, a partir de ação movida por trabalhadores da unidade de Cacoal que foram demitidos sem receber as verbas rescisórias devidas. O bloqueio foi autorizado pelo sistema SISBAJUD, com previsão de extensão ao RENAJUD — para veículos — caso os valores não sejam localizados nas contas bancárias da reclamada.

O Eu Ideal acompanha o desenrolar do caso.

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