EUIDEAL - A Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal, avançou sobre um novo personagem no esquema que investiga supostas fraudes em contratos públicos de Rondônia: uma servidora da Prefeitura de Ariquemes que, segundo a apuração, teria funcionado como intermediária de valores milionários vindos da Millennium Locadora Ltda, mesmo recebendo salário mensal entre R$ 4 mil e R$ 5 mil.

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De acordo com a investigação, a funcionária seria responsável por receber recursos da empresa — sediada em Manaus e já conhecida em Rondônia por outros contratos questionados — e repassar parte desses valores a contas de terceiros. As movimentações atribuídas a ela teriam chegado à casa dos R$ 4 milhões, um volume incompatível com a renda formal declarada pela servidora.

Prédio administrativo em Rondônia associado à apuração da Operação Reduto
Foto: Prédio administrativo ligado à apuração da Operação Reduto
Mais de R$ 800 milhões em contratos

A dimensão dos negócios da Millennium Locadora com o poder público estadual é um dos pontos que chama atenção na investigação. Segundo a PF, a empresa teria firmado mais de R$ 800 milhões em contratos com o Estado de Rondônia ao longo do período analisado pelos investigadores — números que dão a medida do tamanho do contrato que passa agora pelo crivo da Justiça.

Veículos de frota vinculados a contratos públicos investigados pela Operação Reduto
Foto: Frota de veículos vinculada a contratos públicos investigados
Ficha-resumo: Operação Reduto, Millennium Locadora, valores e investigados
"Tigrão" e "Negão do Biscoito" entre os citados

Além da servidora de Ariquemes, a investigação da Operação Reduto também cita outros dois nomes que já haviam aparecido em fases anteriores do caso. Um deles é Rogério Gago, o "Tigrão", secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia. O outro é um homem identificado como Reginaldo, conhecido como "Negão do Biscoito", apontado pelos investigadores como segurança do deputado estadual Alex Redano. Ambos figuram entre os investigados da operação e tiveram medidas cautelares decretadas pela Justiça.

Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até aqui apontam para a possível utilização de "laranjas" — pessoas usadas para receber e movimentar parte dos recursos em nome de terceiros — como parte da engenharia financeira do esquema investigado.

Nota do Eu Ideal

Aidentidade da servidora da Prefeitura de Ariquemes citada nesta matéria não foi divulgada pelas autoridades até o fechamento desta reportagem, e o Portal Eu Ideal não a identifica sem confirmação oficial. As informações sobre valores, contratos e os demais nomes citados têm como base a apuração da Polícia Federal na Operação Reduto. O caso segue sob investigação, e todos os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a legislação brasileira. O espaço para manifestação da Millennium Locadora, da Prefeitura de Ariquemes e dos demais citados segue aberto, e qualquer posicionamento será incorporado a esta cobertura.

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