Roraima passa Rondônia e tem a passagem mais cara do Brasil; Rondônia fica em 2° e Acre em 3°
Levantamento da Anac mostra que quatro dos cinco estados com as tarifas mais caras do país estão na Região Norte, quase o dobro da média nacional.
Aeroporto Internacional de Porto Velho. Foto: Eu Ideal Resumo da matéria
- Rondônia tem a segunda tarifa aérea média mais cara do Brasil em 2025, atrás apenas de Roraima.
- Passageiro rondoniense pagou, em média, R$ 1.277,18 por trecho — quase o dobro da média nacional de R$ 648.
- Quatro dos cinco estados com as passagens mais caras do país ficam na Região Norte.
- Distâncias longas, pouca concorrência e menor oferta de rotas ajudam a explicar os preços elevados.
Voar saindo de Rondônia continua custando caro. Dados do Anuário do Transporte Aéreo, divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), colocam o Estado na segunda posição entre as tarifas médias mais altas do país em 2025, atrás apenas de Roraima.
Segundo o levantamento, quem embarcou em voos domésticos com origem em Rondônia pagou, em média, R$ 1.277,18 por trecho — praticamente o dobro da média nacional, de R$ 648. O valor considera apenas passagens vendidas ao público em geral, excluindo bilhetes emitidos por programas de milhas, acordos corporativos, pacotes turísticos, voos fretados e passagens de funcionários de companhias aéreas.
O ranking das tarifas mais caras
Conforme os dados da Anac, a lista dos cinco estados com as maiores tarifas médias do Brasil em 2025 ficou assim: Roraima, em primeiro lugar, com R$ 1.401,05; Rondônia, em segundo, com R$ 1.277,18; Acre, em terceiro, com R$ 1.152,66; seguido por Amazonas (R$ 961,30) e Alagoas (R$ 886,38). Chama atenção o fato de que quatro das cinco posições são ocupadas por estados da Região Norte — um retrato da disparidade que a região enfrenta no acesso ao transporte aéreo.
Passageiro rondoniense pagou, em média, quase o dobro da tarifa média nacional para voar em 2025.
Distâncias longas ajudam a explicar os preços
Um dos fatores que ajuda a entender por que os estados do Norte concentram as tarifas mais altas do país é a distância média percorrida pelos passageiros. No Acre, por exemplo, esse número chegou a 2.596 quilômetros por viagem em 2025 — ou seja, quem embarca no estado geralmente enfrenta trajetos bem mais longos até o destino final, o que também deve se refletir em Rondônia e nos demais estados da região.
Além da distância, especialistas do setor aéreo costumam apontar outros elementos que pressionam o preço das passagens na Região Norte: a menor oferta de rotas disponíveis, a baixa concorrência entre companhias aéreas e custos operacionais mais altos, típicos de regiões com menor densidade populacional e infraestrutura aeroportuária mais limitada.
Acre teve alta mais moderada
Enquanto Roraima registrou o maior salto no preço das passagens entre 2024 e 2025 dentre os estados do levantamento, o Acre — terceiro colocado no ranking — teve um aumento bem mais brando na comparação anual, de 4,6%. Ainda assim, o valor da tarifa acreana segue muito acima da média nacional, reforçando o desafio comum enfrentado pelos estados da região para tornar o transporte aéreo mais acessível.
Os dados citados nesta matéria têm como fonte o Anuário do Transporte Aéreo 2025, da Anac, com apuração inicial do g1 Acre.


COMENTÁRIOS