“Primeiro é arrumar a casa. Segundo, é destravar grandes obras”, afirma Marcos Rogério
Plano concentra o início de um eventual governo em medidas para reorganizar as filas da saúde, revisar contratos e despesas, reformar a estrutura administrativa e preparar projetos prioritários para execução
Assessoria O candidato ao Governo do Estado pela coligação Juntos por Rondônia, Marcos Rogério (PL), definiu os primeiros 100 dias como prazo para iniciar uma reorganização da saúde, revisar contratos e despesas e colocar projetos prioritários em condições de execução. Se eleito, pretende chegar ao fim desse período com as filas de consultas, exames e cirurgias unificadas, os contratos de terceirização auditados e a reforma administrativa encaminhada à Assembleia Legislativa.
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Na saúde, Marcos propõe começar pela fila. Um Gabinete de Crise deverá levantar quantas pessoas aguardam atendimento, há quanto tempo esperam e qual estrutura existe para atendê-las, além de verificar dívidas, contratos, estoques de medicamentos e condições dos hospitais. Com esse diagnóstico, começa o S.O.S. Saúde, operação de 180 dias que poderá contratar capacidade disponível em hospitais privados e filantrópicos quando a rede pública não conseguir absorver a demanda. Consultas, exames e cirurgias também poderão ser realizados à noite e nos fins de semana.
A área administrativa reúne auditoria de 100% dos contratos de terceirização e corte imediato de 40% em diárias e passagens. No mesmo período, Marcos Rogério pretende enviar à Assembleia a reforma administrativa, fundir estruturas com funções sobrepostas e redefinir competências e prazos para decisões dentro do Executivo. Está prevista, ainda, a revisão das despesas pelo orçamento base zero, método que exige nova justificativa para os gastos em vez da simples reprodução das dotações anteriores.
Outra mudança começa antes da licitação. O Escritório de Projetos Especiais deverá reunir estudos, engenharia, orçamento, documentação e licenciamento das obras consideradas prioritárias, evitando que uma oportunidade de financiamento ou recurso federal encontre o Estado sem projeto em condições de receber o dinheiro. Na educação, os 100 dias também serão usados para vistoriar a rede estadual, identificar escolas em situação crítica e mapear problemas de climatização, acessibilidade, conectividade, segurança, saneamento e estrutura física.
“Para resolver, é preciso plano sério, saber o que fazer e como fazer. Eleger prioridades é a proposta que eu apresento. Primeiro é arrumar a casa. Segundo, é destravar grandes obras, obras estratégicas para o Estado de Rondônia. E terceiro, é fazer o dinheiro público chegar na ponta, onde está o cidadão, onde a vida real acontece”, afirmou Marcos Rogério.


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