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Porto Velho,03/10/2022

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PING-PONG COM PIMENTEL –

No Governo Confúcio, saúde chegou à casa de pacientes graves e o Barretinho socorreu vítimas de câncer

PING-PONG COM PIMENTEL –

Quando encerrou seu governo, o médico Confúcio Ayres Moura concretizou projetos e encaminhou outros para seus sucessores. Para o ex-secretário estadual de saúde, Willames Pimentel, essa atuação em prol da atenção básica será sempre lembrada. “Porque deu prioridade ao fortalecimento da saúde primária como porta de entrada do sistema de saúde estadual. A planificação da atenção básica de saúde foi uma estratégia de política de governo.”

Ele conta que o Barretinho iniciou suas atividades na luta contra o câncer apoiado pelo governador Confúcio. Entre 2011 e 2018 o então governador autorizou investimentos de R$ 140 milhões para custeio e manutenção dos serviços que hoje são prestados no Hospital de Amor da Amazônia.

A gestão de Pimentel também guarda dois itens preciosos na memória da saúde estadual: a médica epidemiologista Soraya Cruz, então coordenadora do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia da Unidade de Assistência de Alta Complexidade (Unacom), resgatou documentos há anos arquivados, mostrando ocorrências de casos de câncer no estado desde a década anterior. Disso resultou o livro Perfil Epidemiológico do Câncer *.
E sob a gestão do falecido diretor José França, a Policlínica Oswaldo Cruz (POC) reorganizou eletronicamente o fichário de pacientes por 20 anos. Prontuários prontos anteriores a 2014 eram guardados em pastas plásticas desde o prédio antigo, no Km.3,5 da BR-364.

Como se deu a chegada do Hospital Barretinho a Porto Velho?

Em primeiro lugar, o Governo Confúcio Moura ousou em trazer para o Estado de Rondônia os serviços que são referência nacional para o tratamento de câncer. Inicialmente, funcionaram nas instalações físicas do Hospital Geral de Base, e posteriormente com instalações próprias, na BR-364. A parceria entre o governo e o Hospital do Amor, foi “priorizada” com investimento de R$ 140 milhões dos cofres estaduais, para custeio e manutenção dos serviços de atendimentos aos pacientes com câncer, entre 2011 e 2018.

Evidentemente foram muitos benefícios trazidos à população. Fale deles.
Sim, foi uma iniciativa pioneira que diminuiu o deslocamento de pacientes para a cidade de Barretos (SP). Isso possibilitou aos pacientes ficarem próximos à sua casa e aos familiares, condições fundamentais para recuperação e conforto no combate à doença. Numa comparação de custos, esse mesmo valor daria para construir um novo pronto socorro estadual aos custos da época, quando projetado para 259 leitos.

Como aconteceu o fortalecimento do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) que ajudou no transporte de pacientes para outras Capitais e grandes cidades, e fez até serviço de parto nas alturas?
A decisão estratégica veio diante da real necessidade de remover para a Capital e/ou Cacoal pacientes em estado grave, principalmente recém-nascidos para internação em leitos de UTI neonatal. Desta forma, o Governo Confúcio criou o serviço GOA, que atendia em partes às necessidades de remoção dos pacientes graves. E começaram a ser feitas remoções para outros estados, em busca de atendimento de serviços médicos de alta complexidade.

O GOA recebeu até um avião moderno adquirido nos Estados Unidos…
Sim, foi o avião Grande Caravan, obtido através de um contrato de concessão de colaboração financeira não reembolsável com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no valor de R$ 15,04 milhões, com recursos do Fundo da Amazônia, que tinha como objetivo a aquisição de equipamentos para o combate ao desmatamento decorrente de incêndios florestais no estado. Essa aeronave só passou a integrar a frota do Estado de Rondônia em 27 de dezembro de 2018.

Nem todas as Capitais possuem o Serviço de Atendimento Médico Domiciliar, o SAMD. A Sesau encarou o desafio e o fez funcionar, mesmo, inicialmente recebendo a parceria da AMI. Fale dele.
O SAMD é o modelo rondoniense de assistência domiciliar pelo SUS, norteado pelo Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde. Nasceu constituído por cinco equipes multidisciplinares de atenção domiciliar, compostas por médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem e fisioterapeuta e/ou assistente social e duas equipes multidisciplinares de apoio compostas por fisioterapeutas, cirurgião dentista, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, educador físico, terapeuta ocupacional e equipe complementar formada por funcionários administrativos e motoristas.

Muita gente foi atendida em casa? Mencione alguns números por favor.
Em 2017 o SAMD manteve uma média de 270 pacientes/mês em atendimento domiciliar. Entre outros, alcançamos naquele período 1.145 pacientes em diversas regiões da cidade; o SAMD totalizou 2.800 visitas domiciliares de nível superior; fez 4 mil curativos de 1º; 5.089 pacientes receberam atendimento por profissionais de nível médio; 69 tiveram cateterismos verticais de alívio e 160 cateterismos vertical de demora; as equipes realizaram 80 reabilitações nas multideficiências; 200 acompanhamentos de terapia nutricional, 65 terapias de reidratação parenteral, 1 mil antibiocoterapia parenteral, 12 atendimentos médicos para atestar óbito e 55 visitas domiciliares pós-óbito; as consultas em geral somaram 26.074.

E Hospital João Paulo II?

O Hospital Estadual e Pronto Socorro João Paulo II, unidade de urgência e emergência, tornou-se referência para a Macro Região de Saúde I, nas especialidades de Traumatologia e Ortopedia, Cirurgia Reparadora, Cirurgia vascular, Cirurgia geral, Terapia Intensiva, Neurologia e neurocirurgia, Fisioterapia, Bucomaxilofacial, Diagnóstico por imagem, Endoscopia, Hemodinâmica, Hemoterapia, Laboratório clínico, Oncologia, Cardiovascular e Cardiologia, Oftalmologia, Renal Crônica, Pneumologia, Medicina intensiva e Anestesiologia. As duas principais unidades de atenção às urgências e emergências (JP II e HEURO Cacoal), internaram 22.241 pacientes, dos quais, 6.693 foram atendidos naquela cidade.

Então, apesar de sempre ser o “saco de pancada” da população, o JP II dá suporte a diversas áreas?
O Hospital tem relevância no campo da formação dos novos profissionais na área da saúde, disponibilizando estágio e internato para os cursos de medicina, enfermagem e técnicos de enfermagem, e assim contribui com um aprendizado mais sólido e, sobretudo, na formação de profissionais seguros. Ali funcionam 32 leitos de cirurgia geral; dez leitos para ortopedia/traumatologia; cem leitos de clínica geral e dez leitos de UTI adulto; ainda funcionam leitos de retaguarda [mostra o infográfico da Crecss-Sesau]:
O Hospital JP II demonstra toda uma estrutura de retaguarda montada e ou implementada para dar suporte ao Pronto Socorro do Estado, com um número de leitos de suporte em torno de 800 leitos. Demonstra prioridade de atendimento e organização de serviço. A quantidade de leitos é fundamental, mais o preceito fundamental na organização de serviços e a estruturação de funcionamento para a rotatividade de leitos, não permitindo a superlotação.

O que acontece com o HEURO, que ainda não começou depois de tanta expectativa?
A decisão de governo em modificar o projeto analisado e aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia foi unilateral. O Tribunal de Contas havia supervisionado e finalmente aprovava uma nova licitação de 259 leitos, com todos os registros de mais de 1.200 cotações de preços realizadas, com todos os projetos complementares especiais, entre eles: ar-condicionado, elevadores, sistema elétrico, equipamentos anti-incêndio, e Relatório de Impacto de Trânsito. O corpo técnico de engenheiros do tribunal firmou a decisão da relatoria do conselheiro Valdivino Crispim no valor, em 2017, de R$ 78 milhões para a construção remanescente iniciada no terreno desapropriado ao lado do Hospital Infantil Cosme e Damião.

Agora, o senador Confúcio prossegue seu apoio à saúde desde Brasília…
Pelos relatos do doutor Confúcio, suas emendas em prol da saúde em Rondônia totalizaram até o momento R$ 99,8 milhões, volume bem superior às demais áreas nas quais ele segue atuando muito bem e faz jus à confiança que seus eleitores lhe manifestaram. Ele obteve para a educação R$ 25,6 milhões, e R$ 28,4 milhões para tecnologia, incluindo os pontos Gesacs no valor de R$ 1,65 milhão em áreas remotas. Gesac é o Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão, do Governo Federal.

O livro livro se chama Perfil Epidemiológico do Câncer, que serve de base para o planejamento de políticas públicas de saúde para combate e prevenção ao câncer em Rondônia. Além de Soraya, pesquisaram o tema os profissionais Carlos Alberto Paraguassu-Chaves (doutor e Pós-Doutor em Ciências da Saúde), Ene Glória da Silveira (doutor em Geociências e Meio Ambiente e pós-doutor em Geologia Regional), e Laércio Cruz Beleza (médico ginecologista e obstetra).



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