'Não houve romance nenhum', afirma delegada sobre acadêmico que matou professora; vítima sofria assédio do aluno
Foto: Divulgação EUIDEAL - A Polícia Civil apresentou, na manhã desta segunda-feira (9), novas informações sobre o assassinato da professora de Direito e policial civil Juliana Lima Mattos Santiago, de 41 anos, ocorrido dentro de uma sala de aula em uma faculdade particular de Porto Velho.
Durante entrevista coletiva, a delegada Leisaloma Carvalho, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Rondônia, descartou completamente a versão apresentada pelo acusado, João Cândido da Costa Júnior, de que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima.
Segundo a delegada, as investigações apontam que a professora, na verdade, vinha sofrendo investidas insistentes do aluno, caracterizando situação de assédio.
Frustração e rejeição motivaram o crime
De acordo com Leisaloma Carvalho, o acadêmico demonstrava frustração por não ser correspondido. Mensagens enviadas por ele à professora mostram que o acusado reagiu com ciúmes após ver uma foto dela com o namorado nas redes sociais.
Em uma das mensagens, ele teria escrito: “Perdi para a concorrência”.
A delegada explicou que Juliana deixou claro ao aluno que qualquer aproximação além da relação acadêmica era proibida pelas normas da faculdade e poderia, inclusive, gerar consequências profissionais.
Boatos foram descartados
Outra versão que circulou nas redes sociais — de que o crime teria sido motivado por reprovação em disciplina — também foi descartada pela Polícia Civil.
Segundo a investigação, o histórico escolar do acusado mostra que ele tinha boas notas e não enfrentava risco de reprovação na matéria ministrada pela professora.
Possibilidade de feminicídio
Mesmo sem vínculo amoroso entre vítima e agressor, a delegada afirmou que o caso pode ser enquadrado como feminicídio, por envolver sentimento de posse, rejeição e menosprezo pelo fato de a vítima ser mulher.
Para ela, o crime foi consequência da incapacidade do acusado de aceitar o “não” da professora.
Ataque brutal e investigação em andamento
A Polícia Civil também confirmou que o ataque foi extremamente violento, causando lesões graves que levaram à morte da professora ainda antes de chegar ao hospital.
As equipes seguem analisando câmeras de segurança da instituição e ouvindo testemunhas. A hipótese de crime premeditado não está descartada.
O inquérito policial deve ser concluído dentro do prazo legal de dez dias, reunindo provas para fundamentar a denúncia contra o acusado.
Assista a coletiva gravada pelo portal Rondoniaovivo.




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