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Porto Velho,08/04/2026

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Completa um mês do assassinato da professora Juliana Santiago; caso que chocou Rondônia segue na Justiça

Juliana Santiago tinha 41 anos, era escrivã da Polícia Civil e professora universitária. Um mês após o crime que abalou Rondônia, o processo segue tramitando na Justiça.

Jornal Rondônia
Completa um mês do assassinato da professora Juliana Santiago; caso que chocou Rondônia segue na Justiça Foto: Reprodução
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A morte da professora de Direito Juliana Santiago completou um mês nessa sexta-feira (6). O crime, que chocou Porto Velho e ganhou repercussão em todo o estado, ainda segue vivo na memória de alunos, colegas e familiares. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o processo segue dentro da normalidade e avança conforme os trâmites previstos na legislação.

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Juliana, de 41 anos, foi atacada na noite de 6 de fevereiro, também em uma sexta-feira, dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca). De acordo com a Polícia Civil, o autor do crime, identificado como João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, era aluno da instituição.

As investigações apontam que o estudante teria esperado a professora ficar sozinha na sala antes de iniciar uma discussão. Em seguida, ele desferiu golpes de faca contra a docente. Juliana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

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O suspeito foi preso em flagrante e levado à delegacia. Durante o depoimento, afirmou que teria mantido um relacionamento amoroso com a professora por alguns meses e que teria ficado emocionalmente abalado ao perceber que ela estaria retomando um relacionamento com o ex-namorado.

A Polícia Civil, no entanto, informou que essa versão foi descartada após a análise de mensagens trocadas entre os dois, que não confirmaram a narrativa apresentada pelo investigado.

Outra alegação feita pelo suspeito foi de que a faca utilizada no crime teria sido entregue pela própria professora no dia anterior ao ataque, junto com um doce de amendoim dentro de uma vasilha. Essa versão também não foi confirmada pelas investigações até o momento.

Após o crime, o corpo de Juliana Santiago foi levado para Salvador, na Bahia, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens antes da cremação.


QUEM ERA JULIANA SANTIAGO

Juliana tinha 41 anos, era escrivã da Polícia Civil e também atuava como professora de Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho.

Alunos descrevem a docente como uma pessoa otimista, acolhedora e profundamente dedicada ao ensino. Em sala de aula, buscava tornar o aprendizado mais dinâmico, utilizando quizzes, seminários criativos e atividades interativas para estimular a participação dos estudantes.

Pouco antes de morrer, Juliana havia prometido à turma que sua disciplina seria “a melhor da semana”. Em uma das aulas, organizou um quiz e distribuiu chocolates aos alunos que acertaram as perguntas. Entre os estudantes premiados estava justamente João, apontado como autor do crime.

Colegas e alunos também lembram da fé e da forma como a professora incentivava e motivava quem estava à sua volta, sempre estimulando os estudantes a acreditarem no próprio potencial.

Passado um mês da tragédia, a dor ainda permanece entre aqueles que conviveram com Juliana. Embora o suspeito esteja preso e o processo siga na Justiça, familiares, amigos e alunos continuam aguardando que a verdade seja plenamente esclarecida e que a Justiça seja feita diante de um crime que marcou profundamente a comunidade acadêmica de Porto Velho.




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