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Porto Velho,16/03/2026

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Empresário de 63 anos é preso pela Polícia Militar em Vilhena, acusado de assediar casal de adolescentes em igreja

Coordenador ordenou que o denunciado se afastasse do menor, a fim de evitar qualquer contato indevido

Folha do Sul Online
Empresário de 63 anos é preso pela Polícia Militar em Vilhena, acusado de assediar casal de adolescentes em igreja Foto: Reprodução
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Na manhã de ontem (domingo, 15), um empresário de 63 anos foi preso, acusado de “comportamentos inadequados” ao abordar duas crianças em um templo católico, em Vilhena. As supostas vítimas do que foi considerado assédio, são um menino e uma menina, ambos com 13 anos.

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Quando chegou à igreja para apurar as denúncias, a guarnição da Polícia Militar ouviu a adolescente, e ela relatou que no domingo anterior, antes do início da missa da manhã, estava esperando a abertura do templo, quando o suspeito passou conduzindo de carro e, ao perceber a presença dela, retornou de marcha ré, aproximando-se.


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Conforme o relato da menina, o acusado perguntou qual era seu nome e se a menor era a responsável por carregar a cruz durante as celebrações religiosas. A garota disse ter permanecido calada, mesmo assim, o homem insistiu no diálogo e afirmou que poderia levá-la para dar uma volta de carro.

Quando a adolescente continuou em silêncio, o acusado se irritou e questionou “se ela era muda e não falava”. Após não obter resposta, ele deixou o local.

A mesma menor disse que, ontem, quando a missa estava prestes a iniciar, ela estava sentada em um banco no interior da igreja, momento em que o acusado de assédio aproximou-se e sentou-se ao seu lado. Diante da situação, a garota-se e foi para outro banco, buscando se afastar do homem.

Já o menino relatou que, na mesma data, encontrava-se exercendo a função de coroinha durante a celebração religiosa, ocasião em que o acusado aproximou-se e colocou a mão sobre o seu ombro sem o seu consentimento, aparentando tentar falar algo em seu ouvido. O menor também foi para outro banco, tentando-se afastar do homem.

Ao chegar ao local dos fatos, os policiais encontraram o empresário já em seu carro, preparando-se para ir embora. Ao ser questionado acerca dos fatos, ele confirmou que, na semana anterior, manteve contato verbal com a menor, mas negou tê-la convidado para uma volta de carro, acrescentando que nem a conhecia.

Quanto ao adolescente, ele declarou que sua intenção seria realizar uma brincadeira, alegando que pretendia esconder um telefone celular que, segundo ele, estaria sobre um banco da igreja. O menino, no entanto, informou que não havia qualquer aparelho celular nas proximidades do local indicado.

Nesse momento, um homem que se identificou como coordenador da igreja, percebeu a situação e interveio prontamente, solicitando que o denunciado se afastasse do menor, a fim de evitar qualquer contato indevido.

Diante do conjunto das informações colhidas e da necessidade de esclarecimento formal dos fatos, a guarnição conduziu o acusado até a Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para as providências legais cabíveis, enquanto os demais envolvidos deslocaram-se por meios próprios até aquela unidade policial. O empresário permaneceu na carceragem por cerca de 4 horas.

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