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Porto Velho,26/04/2026

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Empresa de anestesistas rompe contrato em Cacoal e paralisa cirurgias no SUS

Sesau afirma que valores estavam dentro do mercado e abre apuração após interrupção dos serviços no Hospital Regional

EUIDEAL
Empresa de anestesistas rompe contrato em Cacoal e paralisa cirurgias no SUS Foto: Divulgação
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EUIDEAL - A Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau) enfrenta uma crise no atendimento hospitalar em Cacoal após a empresa CMA, responsável pelo fornecimento de médicos anestesistas ao Hospital Regional, interromper os serviços e descumprir contrato vigente, afetando diretamente cirurgias e atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O contrato foi firmado por meio de processo licitatório regular, na modalidade pregão eletrônico, em que a empresa venceu ao apresentar a proposta de menor preço. Segundo a Sesau, os valores foram amplamente divulgados e considerados compatíveis com o mercado à época da contratação.

Pedido de reajuste e negativa

Em 2025, a CMA solicitou reajuste contratual, alegando defasagem nos valores pagos pelos serviços. No entanto, após análise técnica e pesquisa de preços, a Secretaria concluiu que não havia justificativa legal para o aumento e manteve os termos originalmente pactuados.

Diante da negativa, a empresa teria se recusado a continuar prestando os serviços, o que resultou na paralisação do atendimento anestésico no hospital.

Impacto direto nos pacientes

A interrupção afetou o funcionamento das cirurgias e comprometeu o atendimento a pacientes do SUS, gerando preocupação na rede pública de saúde da região.

Como resposta, a Sesau instaurou processo administrativo para apurar responsabilidades pelo descumprimento contratual e iniciou contratação emergencial para recompor a equipe médica e garantir a continuidade dos atendimentos.

Em nota, a Secretaria reforçou que não cede a pressões que contrariem o interesse público e destacou seu compromisso com a legalidade, transparência e segurança dos pacientes.

Bastidores levantam suspeitas

O caso também levanta questionamentos nos bastidores da saúde pública. Há indícios de articulações paralelas envolvendo interesses cruzados e possível influência de agentes com passagem pela gestão pública, que manteriam proximidade com empresas contratadas pelo Estado.

Embora não haja confirmação oficial dessas movimentações, a situação acende alerta sobre a necessidade de rigor na fiscalização e na condução dos contratos públicos na área da saúde.

A crise reforça um cenário delicado: serviços essenciais como anestesiologia, frequentemente terceirizados no SUS, tornam-se vulneráveis quando há conflitos contratuais, impactando diretamente a população que depende do sistema público.

A investigação segue em andamento.




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