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Porto Velho,28/05/2026

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STJ oficializa condenação de Gladson Cameli e confirma inelegibilidade do ex-governador do Acre

Decisão da Corte Especial mantém pena superior a 25 anos e amplia barreiras para retorno do ex-governador acreano às eleições

EUIDEAL, com informações
STJ oficializa condenação de Gladson Cameli e confirma inelegibilidade do ex-governador do Acre Clemerson Ribeiro/Secom AC
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EUIDEAL - A publicação do acórdão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça oficializou a condenação do ex-governador do Acre Gladson Cameli em um dos processos mais impactantes da política acreana nos últimos anos. Com a formalização da decisão colegiada, passam a valer também os reflexos eleitorais previstos na legislação brasileira, incluindo a inelegibilidade.


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O julgamento, concluído neste mês, envolve investigações ligadas à Operação Ptolomeu, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. No processo, o ex-governador foi condenado por crimes como corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A pena definida pela Corte ultrapassa 25 anos de prisão, além de multa e determinação de devolução de recursos aos cofres públicos. O acórdão também registra a perda do cargo público, embora Gladson já não esteja no comando do Executivo estadual.

Ao analisar o caso, os ministros entenderam que havia um conjunto consistente de provas apontando participação direta do ex-governador no esquema investigado. O documento destaca suspeitas relacionadas ao direcionamento de contratos públicos, movimentações financeiras consideradas irregulares e supostos desvios de recursos durante a gestão estadual.

Segundo a decisão, a estrutura investigada teria atuado dentro do governo estadual utilizando contratos e operações financeiras para ocultar valores e beneficiar integrantes do grupo apontado pelas investigações.

A defesa tentou questionar diferentes pontos do processo, incluindo validade de provas digitais, buscas e apreensões e aspectos da condução da investigação. No entanto, os argumentos apresentados acabaram rejeitados pelos ministros da Corte Especial.

Relatora do caso, a ministra Nancy Andrighi afirmou no julgamento que não foram identificadas irregularidades capazes de comprometer a legalidade das provas utilizadas no processo.

Com a publicação oficial do acórdão, a decisão ganha força jurídica e política, aumentando os obstáculos para eventual participação de Gladson Cameli em futuras eleições. Apesar disso, a defesa ainda poderá apresentar recursos buscando reverter ou suspender os efeitos da condenação.


Os advogados do ex-governador continuam sustentando a inocência de Gladson e afirmam que pretendem seguir contestando o resultado nos tribunais superiores.




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