Aos 70 anos, homem é preso em Porto Velho por se passar por 'advogado do Ibama' e aplicar golpe de R$ 21 mil em peixaria
Além do estelionato, PM encontrou em apartamento do suspeito uma carteira da OAB apresentada como falsa, dinheiro em espécie e substância com características semelhantes à maconha
Suspeito foi conduzido por equipe do 5º BPM após a prisão EUIDEAL - Um homem de 70 anos, identificado como Sérgio M. da C. B., foi preso em Porto Velho suspeito de aplicar um golpe que teria levado uma empresa do ramo de pescados a transferir R$ 21 mil para ele. A vítima acreditava estar participando da compra de um caminhão e de uma caminhonete Hilux em um leilão intermediado pelo suspeito, que se apresentava como advogado ligado ao Ibama.
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Como o golpe teria começado
Segundo o boletim de ocorrência, o esquema teria começado na quinta-feira (23), quando o suspeito entrou em contato com uma peixaria da capital e perguntou aos proprietários qual seria o maior sonho da família. Ao saber que eles pretendiam comprar um caminhão para o negócio, ele teria se apresentado como "Advogado-Geral do Ibama" e mostrado uma suposta carteira da OAB, oferecendo intermediar a aquisição de um caminhão e de uma Hilux por R$ 15 mil cada, em um leilão.
De acordo com a investigação, o homem teria cobrado inicialmente R$ 6 mil a título de honorários advocatícios. No dia seguinte, sexta-feira (24), voltou a procurar um dos responsáveis pela empresa e recebeu esse valor via transferência bancária. Na sequência, teria pedido outros R$ 15 mil para a compra do caminhão — quantia que também foi repassada pela vítima.
Vítima desconfiou antes de novo pagamento
Com o negócio supostamente avançando, o suspeito ainda teria cobrado mais R$ 15 mil, agora para a aquisição da caminhonete. Foi nesse momento que a vítima, já desconfiada, pediu a uma funcionária de uma instituição financeira que pesquisasse o nome do homem — pesquisa que teria revelado registros anteriores relacionados a estelionato.
Mesmo depois do registro da ocorrência policial, a vítima afirma ter continuado recebendo ligações do suspeito, que insistia para que fosse feita mais uma transferência de R$ 15 mil.
Investigação identificou uso de tornozeleira eletrônica
As informações chegaram ao Núcleo de Inteligência do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que constatou que o investigado usava tornozeleira eletrônica em razão de um processo anterior também relacionado a estelionato. A partir daí, uma guarnição foi acionada para localizá-lo.
Os policiais teriam telefonado para o suspeito simulando interesse em fechar o negócio, conseguindo assim o endereço de um condomínio na rua Pastor Eurico Alfredo Nelson, no bairro Agenor Martins de Carvalho, na zona leste de Porto Velho. Com apoio de um morador que autorizou a entrada no condomínio, a equipe chegou até o apartamento do investigado, que teria demonstrado surpresa ao abrir a porta e encontrar a Polícia Militar, tentando fechá-la em seguida — sendo contido pelos agentes.
Documento da OAB levantou suspeita de falsificação
Na primeira abordagem, nada de ilícito foi encontrado com o suspeito, que voltou a se apresentar como advogado e exibiu uma carteira funcional da OAB. Ao consultar o registro do documento, os policiais não encontraram inscrição ativa em nome dele nos cadastros da entidade, o que reforçou a suspeita de que a carteira fosse falsa.
Diante disso, o homem teria confessado o golpe e afirmado que devolveria os R$ 6 mil recebidos como honorários, alegando que os outros R$ 15 mil estariam bloqueados pelo banco. Já na Delegacia de Flagrantes, as vítimas relataram aos policiais terem recebido de volta R$ 4.170.
Drogas e dinheiro em espécie apreendidos no apartamento
Durante buscas no imóvel, a Polícia Militar encontrou um pote de suplemento alimentar (Whey Protein) contendo uma quantidade de substância com características semelhantes à maconha, além de R$ 10.100 em espécie guardados dentro de uma caixa de papelão.
O suspeito recebeu voz de prisão pelos crimes de estelionato, uso de documento falso e tráfico de drogas.
Nota do Eu Ideal: as informações desta matéria têm como base o boletim de ocorrência policial. Até a confirmação por sentença judicial, o investigado deve ser tratado como suspeito, preservando-se o direito à presunção de inocência.


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