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Porto Velho aparece em 10º lugar e Vilhena em 18º no ranking da Região Norte em índice composto de HIV/Aids

Boletim Epidemiológico 2025 do Ministério da Saúde mostra Marabá (PA) na liderança entre os municípios nortistas; pasta reforça que os dados devem orientar políticas públicas de saúde, sem servir para estigmatizar cidades ou pessoas que vivem com HIV

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Porto Velho aparece em 10º lugar e Vilhena em 18º no ranking da Região Norte em índice composto de HIV/Aids Vista aérea de Porto Velho — Foto: Daiane Mendonça
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Nota de correçãoUma versão anterior desta matéria informava que Vilhena ocupava a 17ª posição no ranking. O dado correto, conforme o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, é que Vilhena está na18ª posição, com índice de 5,828. A 17ª colocação é de Parintins (AM), com 5,830 — uma diferença de apenas 0,002 entre os dois municípios.

EUIDEAL - O Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, trouxe um retrato atualizado da epidemia no país e posicionou dois municípios de Rondônia entre os 20 primeiros colocados do ranking da Região Norte: Porto Velho, na 10ª posição, com índice de 6,222, e Vilhena, na 18ª colocação, com 5,828.

Como Porto Velho e Vilhena aparecem no levantamento

Dentro do recorte estadual, Porto Velho se destaca por concentrar o maior índice composto entre os municípios rondonienses avaliados, refletindo o peso da capital tanto em população quanto em estrutura de testagem e notificação de casos. Vilhena, por sua vez, aparece bem mais abaixo na lista, na 18ª posição entre os municípios do Norte, entre Parintins (AM), na 17ª colocação, e Altamira (PA), na 19ª — todos com índices muito próximos entre si, na faixa de 5,79 a 5,83.

A distância entre as duas colocações rondonienses ilustra como o índice varia mesmo dentro de um mesmo estado, reforçando que fatores locais — como estrutura de saúde, fluxo populacional e cobertura de testagem — pesam diretamente no resultado de cada município.

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Marabá lidera entre os municípios do Norte

No topo do ranking regional está Marabá (PA), com índice de 7,241 — o segundo maior do país, atrás apenas de Porto Alegre (RS), que registrou 7,598 no levantamento nacional. Completam as primeiras posições da Região Norte os municípios paraenses de Marituba, Belém, Castanhal e Bragança, além de Manaus (AM), Santarém (PA) e Boa Vista (RR) — todos à frente de Porto Velho na lista.

Ranking dos municípios do Norte no índice composto de HIV/Aids

O que mede o índice composto

O indicador usado pelo Ministério da Saúde não se resume ao número absoluto de pessoas vivendo com HIV em cada cidade. Trata-se de um índice composto, que reúne múltiplos critérios epidemiológicos — como taxa de detecção de novos casos e mortalidade — para avaliar de forma mais ampla o comportamento da epidemia em cada município brasileiro.

Por reunir esses diferentes fatores, o levantamento funciona como ferramenta técnica para orientar ações de vigilância, prevenção, diagnóstico e tratamento, ajudando gestores públicos a identificar com mais precisão quais regiões demandam atenção prioritária.

O Ministério da Saúde reforça que o ranking não deve ser usado para rotular municípios nem as pessoas que vivem com HIV — a proposta é subsidiar políticas públicas, não apontar cidades ou indivíduos de forma estigmatizante.

Tratamento gratuito e prevenção

A pasta também reforçou que o Brasil oferece tratamento gratuito para HIV pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e destacou a importância da testagem periódica, além do acesso à PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e à PEP (Profilaxia Pós-Exposição) — medidas apontadas como fundamentais tanto para reduzir a transmissão do vírus quanto para melhorar a qualidade de vida de quem vive com HIV.




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