Seja bem-vindo
Porto Velho,22/09/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

PF cumpre 28 mandados em quatro cidades e mira rede que espionava investigações contra aliados de Gladson Cameli no Acre

Ptolomeu IV apura superfaturamento em obra do Imac; Umbra investiga núcleo de contrainteligência que teria vazado informações de operações policiais, com suspeita sobre um agente da própria PF

Eu Ideal
PF cumpre 28 mandados em quatro cidades e mira rede que espionava investigações contra aliados de Gladson Cameli no Acre Foto: Reprodução
Publicidade

O que você precisa saber

  • A PF e a CGU deflagraram as operações Ptolomeu IV e Umbra, com 28 mandados em quatro cidades, R$ 1 milhão apreendido em espécie e três presos em flagrante.
  • A busca na casa de Gladson Cameli, já noticiada pelo Portal Eu Ideal, fez parte dessas duas operações.
  • A Ptolomeu IV apura superfaturamento de R$ 1,2 milhão na obra da nova sede do Imac; a Umbra investiga um núcleo suspeito de vazar informações de operações policiais.
  • Entre os suspeitos de repassar informações está um agente da própria Polícia Federal.

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (22) duas operações simultâneas no Acre: a Ptolomeu IV e a Umbra. Juntas, elas resultaram no cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Maringá (PR) e Navegantes (SC), na apreensão de cerca de R$ 1 milhão em espécie e na prisão em flagrante de três suspeitos por posse ilegal de arma de fogo. Todas as ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância onde os processos tramitam.



Foi justamente no âmbito dessas duas operações que a residência do ex-governador e candidato ao Senado Gladson Cameli, no condomínio Recanto Verde, em Rio Branco, foi alvo de busca na manhã desta terça, com a apreensão de seu celular e de três veículos, além de diligências nas casas de assessores próximos a ele — desdobramento já noticiado pelo Portal Eu Ideal horas antes.

A investigação aponta a possível participação de um ex-servidor terceirizado e, mais grave, de um agente da própria Polícia Federal no repasse indevido de informações sobre operações policiais.

A frente batizada de Ptolomeu IV concentra-se em suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligadas à construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Uma auditoria da CGU identificou indícios de superfaturamento por inexecução parcial dos serviços, em valor estimado próximo de R$ 1,2 milhão, referente a etapas da obra que teriam sido pagas sem terem sido de fato concluídas. A apuração aponta ainda rastros de que parte dos recursos públicos destinados ao contrato teria sido desviada para despesas particulares e para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com saques em espécie e movimentações financeiras consideradas atípicas por parte da empresa contratada.

Uma segunda vertente dessa mesma investigação recai sobre a empresa que assumiu a continuidade da obra depois da primeira contratada. Segundo a PF, há indícios de que essa sucessão empresarial não rompeu as práticas ilícitas anteriores, havendo inclusive vínculos entre pessoas ligadas à nova empresa e companhias já investigadas em fases passadas da Operação Ptolomeu.

Já a Operação Umbra nasceu de elementos colhidos ao longo das etapas anteriores da Ptolomeu e mirou uma suposta estrutura de contrainteligência criada para monitorar os passos da própria Polícia Federal. De acordo com a apuração, esse núcleo buscava antecipar informações sobre operações policiais, deslocamento de equipes e viaturas, permitindo que investigados de fases anteriores adotassem medidas para reduzir o efeito de futuras ações judiciais contra eles.

Além das prisões em flagrante e das apreensões em espécie, o STJ autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados para fins de ressarcimento ao erário público. A Corte também determinou uma série de medidas cautelares: afastamento de funções públicas, proibição de contato entre os investigados, proibição de frequentar determinados órgãos públicos e proibição de deixar a comarca de residência ou o território nacional, com a obrigação de entrega de passaportes à Superintendência da Polícia Federal no Acre em até 24 horas.

Conforme o avanço das apurações, os envolvidos podem responder, de acordo com o grau de participação de cada um, por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e embaraço a investigação envolvendo organização criminosa, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados. Até o momento, nenhum dos investigados foi identificado nominalmente pela Polícia Federal, e todos respondem ao processo sob presunção de inocência.

Ficha das operações

  • Nome: Operações Ptolomeu IV e Umbra (PF + CGU)
  • Mandados cumpridos: 28 de busca e apreensão
  • Cidades: Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Maringá (PR) e Navegantes (SC)
  • Apreensões: cerca de R$ 1 milhão em espécie; 3 presos em flagrante por posse ilegal de arma
  • Ptolomeu IV: superfaturamento estimado em R$ 1,2 milhão na obra da nova sede do Imac
  • Umbra: núcleo suspeito de vazar informações policiais, com participação de agente da PF sob investigação
  • Autorização judicial: Superior Tribunal de Justiça (STJ)
  • Medidas cautelares: afastamento de cargos públicos, proibição de contato entre investigados, proibição de frequentar órgãos públicos, proibição de deixar a comarca ou o país, retenção de passaportes



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.