Gaeco prende três suspeitos de integrar milícia armada em conflitos fundiários na segunda fase da Labirinto de Bronze
Operação do MPRO já havia bloqueado mais de R$ 48 milhões em bens na primeira etapa, em maio; nova fase apreende participação em empresa de Goiás e mira suspeito com histórico de evadir-se da polícia
Foto: Reprodução/MP-RO O que você precisa saber
- O MPRO, por meio do Gaeco, deflagrou a segunda fase da Operação Labirinto de Bronze, com três prisões preventivas, uma busca e apreensão em Ariquemes e medidas cautelares.
- A operação apura lavagem de dinheiro e constituição de milícia privada com estrutura armada voltada a conflitos fundiários em Rondônia.
- Na primeira fase, em maio, a Justiça bloqueou mais de R$ 48 milhões em bens, incluindo 1.611 cabeças de gado.
- Nesta nova etapa, foi decretado o sequestro de 50% das quotas de uma empresa sediada em Aparecida de Goiânia (GO).
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (22) a segunda fase da Operação Labirinto de Bronze. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, um mandado de busca e apreensão em Ariquemes e medidas cautelares diversas da prisão contra uma das investigadas, todos autorizados pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.
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A nova etapa é resultado do avanço das investigações iniciadas em maio, quando a primeira fase da operação cumpriu mandados em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho. Na ocasião, o MPRO apurou um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a atividades de milícia privada no estado, que usava empresas e interpostas pessoas para ocultar patrimônio e dissimular a origem de recursos considerados ilícitos. As investigações identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica formal dos suspeitos, incluindo o uso de uma empresa de terraplanagem para circulação de valores suspeitos, além de imóveis rurais, veículos e gado registrados em nome de terceiros.
Segundo apurado pelo MPRO, um dos investigados principais é apontado como tendo histórico de fuga e evasão das ações dos órgãos de Segurança Pública.
Na primeira fase, as medidas judiciais somaram bloqueios superiores a R$ 48 milhões, incluindo indisponibilidade de imóveis, apreensão de veículos, bloqueios financeiros e a constrição de 1.611 cabeças de gado bovino localizadas em propriedades rurais investigadas na região de Cujubim.
Já na fase desta terça-feira, a Justiça determinou o sequestro de 50% das quotas e direitos econômicos de uma empresa sediada em Aparecida de Goiânia (GO), que teria participação econômica de um dos investigados, embora formalmente registrada em nome de outra pessoa.
A operação conta com apoio da Polícia Civil, do Instituto de Polícia Científica de Rondônia (Politec/RO) e da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Fticco). Até o momento, os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente pelo MPRO, e todos os envolvidos respondem ao processo sob a presunção de inocência até decisão judicial definitiva.
Ficha da operação
- Nome: Operação Labirinto de Bronze (2ª fase)
- Órgão responsável: MPRO/Gaeco, com apoio da Polícia Civil, Politec/RO e Fticco
- Crimes apurados: lavagem de dinheiro e constituição/manutenção de milícia privada
- 1ª fase (maio/2026): mandados em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho; bloqueios superiores a R$ 48 milhões; apreensão de 1.611 cabeças de gado
- 2ª fase (22/09/2026): 3 mandados de prisão preventiva, 1 busca e apreensão em Ariquemes, medidas cautelares contra uma investigada, sequestro de 50% de cotas de empresa em Aparecida de Goiânia (GO)
- Autorização judicial: 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho


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