MPT-GO aciona Havan e Luciano Hang na Justiça por suposto assédio eleitoral
Órgão afirma que declarações feitas pelo empresário durante inauguração de loja em Goiás teriam relacionado escolhas políticas de funcionários à possibilidade de perda de emprego e renda
Foto: Divulgação O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) apresentou uma ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang, após declarações feitas pelo proprietário da rede durante a inauguração de uma unidade em Caldas Novas, no sul de Goiás.
LEIA TAMBÉM:
O processo foi protocolado na Justiça do Trabalho, em Goiânia, e o caso foi divulgado pelo Ministério Público nesta quinta-feira (17). A iniciativa do órgão tem como fundamento falas dirigidas a trabalhadores recém-contratados durante o evento realizado no fim de agosto.
Na avaliação apresentada pelo MPT, o discurso teria ultrapassado os limites da manifestação pessoal ao associar decisões eleitorais dos funcionários a possíveis consequências profissionais. A petição sustenta que as declarações poderiam pressionar trabalhadores por meio de referências a demissões, redução de renda e precarização das condições de trabalho.
O órgão considera que esse tipo de abordagem pode interferir na liberdade de escolha política dos empregados e caracterizar assédio eleitoral.
Após a divulgação da ação, Luciano Hang afirmou que possui o direito de expressar suas opiniões. O empresário também declarou que suas manifestações estavam relacionadas à defesa da liberdade de trabalhar.
Hang ainda criticou a atuação da Justiça e afirmou que o Judiciário não deveria adotar posicionamento político nem prejudicar empresários responsáveis pela geração de empregos. Segundo ele, sofre perseguição desde 2018 em razão de seus posicionamentos públicos.
A ação apresentada pelo MPT-GO dará continuidade à análise das declarações e das circunstâncias em que foram feitas. As alegações apresentadas pelo órgão ainda serão submetidas à apreciação da Justiça do Trabalho.


COMENTÁRIOS