Justiça Eleitoral testa "cola eleitoral" em simulação de votação em Cacoal
Desembargador Daniel Lagos e juiz Iven Fernandes explicam ao Eu Ideal nova ferramenta que promete reduzir o tempo de votação de até 15 minutos para menos de um minuto, diante do grande número de candidatos nas eleições deste ano.
Foto: Eu Ideal O que você precisa saber
- A Justiça Eleitoral simulou a votação de 2026 em uma sala de treinamento na Escola Maria Socorro, em Cacoal.
- A novidade é a "cola eleitoral", uma lista alfabética de candidatos para preenchimento prévio dos números.
- O eleitor vai votar seis vezes: deputado federal, estadual, dois senadores, governador e presidente.
- O tempo de votação pode cair de até 15 minutos para menos de um minuto.
A Escola Maria Socorro, em Cacoal, recebeu uma ação inédita da Justiça Eleitoral: uma sala de treinamento montada especialmente para simular como será o processo de votação nas eleições deste ano. Em entrevista ao repórter Diego Maia, do Eu Ideal, o desembargador Daniel Lagos e o juiz Iven Fernandes detalharam a principal novidade apresentada na simulação, batizada de "cola eleitoral".
Segundo Daniel Lagos, o modelo surge como resposta a um desafio concreto: neste ano, o eleitor vai precisar votar seis vezes na mesma sessão, escolhendo representantes para deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. Com centenas de candidatos disputando apenas as vagas de deputado, a expectativa é de que a consulta tradicional às listas oficiais, organizadas por partido, torne o processo de votação bastante demorado.
Da lista por partido à ordem alfabética
O desembargador explicou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) normalmente disponibiliza a relação de candidatos organizada por cargo e legenda partidária, documento que continuará disponível para quem preferir consultá-lo dessa forma. No entanto, atendendo a uma sugestão específica de Cacoal, a Justiça Eleitoral criou também uma segunda lista, organizada em ordem alfabética pelo nome do candidato, independentemente do partido, trazendo nome, número e sigla lado a lado.
Segundo Lagos, essa mudança permite que o eleitor localize rapidamente o candidato desejado: basta buscar pela primeira letra do nome, sem precisar percorrer toda a lista organizada por legenda. A partir dessa consulta, o eleitor anota os números escolhidos em um pequeno formulário, a chamada "colinha", disponibilizado junto com caneta nas mesas de votação.
Comparativo de tempo de votação
- Lista tradicional (por partido): 8 a 15 minutos
- Cola eleitoral (ordem alfabética): 30 segundos a 1 minuto
Na simulação realizada em Cacoal, o fluxo funciona da seguinte forma: o eleitor senta, consulta a lista alfabética em seu próprio ritmo, preenche a colinha com os números escolhidos e, só então, se dirige à mesa para se habilitar e votar na urna eletrônica.
TRE reforça trabalho de conscientização para eleição desafiadora
Já o juiz Iven Fernandes destacou que o Tribunal Regional Eleitoral tem intensificado ações de conscientização da população, além de investir em uma nova estrutura dentro das salas de votação para dar mais segurança e tranquilidade ao eleitor durante o preenchimento da colinha. Segundo ele, o objetivo é justamente reduzir a ansiedade e a demora no momento do voto.
Questionado sobre o grau de dificuldade das eleições deste ano, Iven foi direto ao classificá-las como bastante desafiadoras, tanto pelo volume de candidatos quanto pela quantidade de votos que cada eleitor precisará registrar em uma única sessão. Mesmo assim, o juiz reforçou que a equipe da Justiça Eleitoral segue trabalhando para garantir que todos os eleitores consigam votar com tranquilidade no dia da eleição.


COMENTÁRIOS