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Porto Velho,09/03/2026

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Lula fala em impedir 'cassinos digitais', regulamentados em seu governo

Gazeta do Povo
Lula fala em impedir 'cassinos digitais', regulamentados em seu governo Foto: ChatGPT
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (7), que irá trabalhar com o Congresso e o Judiciário para evitar que o "jogo do tigrinho" entre nos lares e cause vício. A declaração foi feita durante pronunciamento sobre o Dia Internacional da Mulher. Segundo o presidente, o vício em apostas é um “drama” que atinge os lares brasileiros.

“Embora a maioria dos viciados seja de homens, a conta recai sobre as mulheres. É o dinheiro da comida, do aluguel, da escola das crianças que desaparece na tela do celular", afirmou o mandatário.

"Não faz sentido permitir que os jogos do tigrinho entrem nas casas, endividando as famílias pelo celular. Vamos trabalhar unindo o governo, o Congresso e o Judiciário para que esses cassinos digitais não continuem endividando famílias e destruindo lares", disse.

Embora as casas de apostas on-line tenham sido liberadas no país durante o governo de Michel Temer (MDB), foi no governo Lula que as bets foram regulamentadas e passaram a recolher impostos sobre seus ganhos.

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Violência contra as mulheres bateu recorde no governo Lula

O presidente iniciou o pronunciamento falando da violência contra as mulheres, destacando que, a cada seis minutos, uma mulher é assassinada no Brasil. O presidente, contudo, não mencionou o aumento recorde de feminicídios no país durante sua gestão. O combate à violência contra a mulher foi uma das bandeiras da campanha presidencial de 2022.

Lula mencionou o Pacto Nacional contra o Feminicídio, assinado em fevereiro, e um mutirão do Ministério da Justiça em parceria com os estados para prender mais de 2 mil agressores. “E estou avisando: outras operações virão", alertou.

Sem ter como mostrar avanços concretos na segurança das mulheres, Lula recorreu a outro artifício: divulgou programas sociais que, segundo ele, beneficiam sobretudo as mulheres. Entre as políticas sociais do governo, citou os tradicionais Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, bem como novas iniciativas, como o Pé-de-Meia, o Gás do Povo e o Luz do Povo, além da distribuição gratuita de absorventes.


Lula defendeu fim da escala 6x1

Durante o pronunciamento, Lula também defendeu uma de suas principais bandeiras eleitorais: o fim da escala 6x1. Segundo ele, as mulheres, muitas vezes, cumprem dupla jornada, no emprego e em casa.

“Por isso, é preciso avançar no fim da escala 6x1, que obriga a pessoa a trabalhar seis dias por semana e ter um só dia de folga. Está na hora de acabar com isso, pois significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver. Essa é uma pauta da mulher brasileira", afirmou.

Na última semana, contudo, Lula havia amenizado o discurso em relação ao fim da jornada 6x1. Segundo ele, seria preciso que a indústria e outros setores da economia negociassem com os sindicatos uma solução que atendesse aos mais diversos setores.

Como mostrou a Gazeta do Povo, ao defender o fim da escala, o governo tem ignorado os danos econômicos que a medida pode acarretar para a economia. Segundo o pesquisador Daniel Duque, do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), os impactos podem ser equivalentes aos da recessão econômica entre 2014 e 2016, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).


Discurso de ódio nas redes também foi tema de pronunciamento de Lula

Lula ainda aproveitou o pronunciamento para criticar o discurso de ódio nas redes sociais. Segundo ele, a prática “violenta, difama, incentiva a agressão contra as mulheres e meninas", além de afastar lideranças femininas da vida pública.

A regulamentação das redes sociais é um tema recorrentemente defendido por Lula. Em maio do ano passado, por exemplo, durante viagem à China, o mandatário solicitou que fosse enviado um especialista no tema para auxiliar o Brasil. A iniciativa trouxe à tona o viés autoritário do governo Lula em relação ao assunto.




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