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Porto Velho,20/05/2026

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Donos de empresa gestora do Hospital de Guajará-Mirim são alvos da Polícia Federal

Acusados de peculato e lavagem de dinheiro em outros estados, empresários quase levaram contrato em Porto Velho

Rondoniaovivo
Donos de empresa gestora do Hospital de Guajará-Mirim são alvos da Polícia Federal Foto: Reprodução de SECOM - GOV RO
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Os donos da Mediall Brasil, empresa que opera o Hospital Regional de Guajará-Mirim e que havia sido escolhida para assumir unidades de saúde de Porto Velho, foram presos pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15) em Goiás. Hilton Rinaldo Salles Piccelli e Rudson Teodoro da Silva foram detidos sob acusações de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em esquemas de desvios de recursos públicos durante a pandemia. Um terceiro sócio, Roberto Leandro Carvalho, segue foragido.


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A Mediall Brasil havia sido pré-selecionada pela gestão do governador Marcos Rocha (União Brasil) para um contrato de milhões. A intenção era repassar à iniciativa privada a administração de unidades como o Hospital João Paulo II, mas a manobra foi revogada após pressão de servidores e sindicatos ainda em 2025.

Apesar do recuo na capital, a Mediall ainda é apontada pelo governo estadual como um modelo "exitoso" em Guajará-Mirim. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) já havia ordenado uma licitação em 30 dias após detectar irregularidades na gestão, mas a Sesau descumpriu o prazo. 

Com o vencimento do contrato em fevereiro de 2026, a secretaria firmou um novo ajuste emergencial com a mesma Mediall por R$ 110 milhões - aumento de R$ 20 milhões sem justificativa clara. O Tribunal agora investiga suspeita de "emergência ficta" (omissão para forçar a dispensa de licitação) e possível favorecimento, estipulando novo prazo de 60 dias sob multa de R$ 81 mil.

 

Investigações

As investigações da PF em Goiás revelaram que organizações sociais ligadas ao grupo superfaturavam serviços, precarizavam o trabalho e pagavam propina a servidores responsáveis pela fiscalização. 

As operações Makot Mitzrayim e Rio Vermelho apuram o uso de empresas de fachada para desviar verbas da saúde em diversos estados.

Até o momento, o Governo de Rondônia e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não se pronunciaram sobre os critérios de escolha da Mediall Brasil, o aumento no valor do contrato emergencial ou o futuro do atendimento no Hospital Regional de Guajará-Mirim.

A empresa Mediall Brasil, responsável pela gestão do Hospital Regional de Guajará-Mirim, divulgou uma nota pública após a operação realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), que teve como alvo diretores da companhia.

Na manifestação, a empresa afirmou que mantém “compromisso com a ética, a transparência e a conformidade” em suas operações e declarou estar colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pelas investigações.

A Mediall destacou ainda que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu habeas corpus aos diretores envolvidos na operação, determinando a revogação das prisões e a concessão da liberdade.

Segundo a empresa, a decisão reconheceu, em análise preliminar, “a desproporcionalidade das medidas adotadas”, especialmente diante da ausência de elementos concretos que justificassem a manutenção das prisões.

Na nota, a companhia afirmou receber a decisão “com serenidade e confiança” e declarou acreditar que, ao longo do processo, será demonstrada “a inexistência de qualquer irregularidade ou responsabilidade criminal” relacionada às atividades da empresa.

A Mediall também informou que os contratos seguem em plena normalidade, sem interrupção dos serviços prestados em Rondônia e demais localidades onde atua.

“A empresa ressalta que suas operações seguem em plena normalidade em todos os contratos vigentes, sem qualquer interrupção dos serviços prestados”, afirmou a nota.

Por fim, a companhia declarou que continuará acompanhando o caso e mantendo colaboradores, parceiros e a sociedade informados por meio de seus canais oficiais.

A operação da Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos na área da saúde pública. Os desdobramentos do caso seguem sob análise das autoridades federais.

Confira a nota na íntegra:

NOTA PÚBLICA

A Mediall Brasil informa sobre os desdobramentos das operações conduzidas pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União nesta semana.

Desde o primeiro momento, a empresa reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e a conformidade em todas as suas operações, colocando-se integralmente à disposição das autoridades competentes para colaborar com os esclarecimentos necessários.

No âmbito das investigações, destaca-se que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) concedeu habeas corpus aos diretores envolvidos, determinando a REVOGAÇÃO DAS PRISÕES E A CONCESSÃO DA LIBERDADE.

A decisão reconhece, em análise preliminar, a desproporcionalidade das medidas adotadas, especialmente diante da ausência de elementos concretos e contemporâneos que justificassem a manutenção das prisões.
A Mediall Brasil recebe essa decisão com serenidade e confiança, entendendo que ela reafirma a necessidade de que os fatos sejam apurados com equilíbrio, responsabilidade e estrita observância das garantias legais.
A empresa reitera que seus diretores e sua atuação institucional sempre estiveram pautados pela legalidade, pela ética e pela transparência, e confia que, ao longo do processo, será plenamente demonstrada a inexistência de qualquer irregularidade ou responsabilidade criminal relacionada às atividades desenvolvidas.

Paralelamente, a Mediall Brasil mantém sua postura de total colaboração com as autoridades competentes, colocando-se à disposição para todos os esclarecimentos necessários ao adequado andamento das investigações.
A empresa ressalta que suas operações seguem em plena normalidade em todos os contratos vigentes, sem qualquer interrupção dos serviços prestados. As atividades assistenciais e administrativas continuam sendo executadas com responsabilidade, qualidade e compromisso com a população atendida, bem como com os entes públicos contratantes e parceiros institucionais.

A Mediall Brasil seguirá acompanhando o caso com responsabilidade institucional, mantendo seus colaboradores, parceiros e a sociedade informados por meio de seus canais oficiais.

A Mediall Brasil segue firme em seu propósito de contribuir para a gestão e o fortalecimento dos serviços de saúde, com responsabilidade institucional e respeito às normas legais.

Mediall Brasil.


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