Crise da BMG Foods se expande: trabalhadores de São José (SC) denunciam meses sem vale-transporte, vale-alimentação, FGTS, salário atrasado e ameaçam greve
Após demissão de mais de 480 funcionários em Cacoal (RO) e bloqueio judicial de R$ 1,2 milhão, empresa enfrenta agora relatos de inadimplência com trabalhadores em Santa Catarina; categoria ameaça paralisação
(Divulgação/Divulgação) Segundo uma funcionária que procurou a redação, o salário também não foi depositado, e a empresa teria pedido prazo para efetuar o pagamento. Diante disso, os trabalhadores ameaçam paralisar as atividades caso a situação não seja regularizada.
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O que já aconteceu em Cacoal, Rondônia
O caso da BMG Foods ganhou repercussão nacional a partir de Cacoal. No dia 22 de maio de 2026, o Eu Ideal noticiou que mais de 480 trabalhadores da unidade local receberam aviso prévio de demissão, sendo pegos de surpresa. Além das demissões em massa, funcionários relataram atrasos no pagamento de salários e benefícios, e prestadores de serviço também compareceram ao local em busca de valores pendentes. À época, não havia confirmação oficial sobre o encerramento definitivo das atividades, com alguns setores ainda funcionando normalmente.A situação escalou juridicamente. Em 1º de junho, a Vara do Trabalho de Ouro Preto do Oeste deferiu tutela cautelar e determinou o bloqueio de R$ 1,2 milhão nas contas da empresa pelo sistema SISBAJUD, com previsão de extensão ao RENAJUD — para veículos — caso os valores não fossem localizados. A ação foi movida por trabalhadores demitidos que não receberam as verbas rescisórias.
Em resposta, a BMG Foods emitiu nota afirmando que a decisão judicial foi desproporcional, que o bloqueio teria sido superior aos valores discutidos na ação e que a medida acabaria prejudicando outros ex-funcionários que aguardavam pagamentos. A empresa informou estar adotando medidas jurídicas para reverter o bloqueio e regularizar os pagamentos.
O quadro nacional se agrava
Os relatos dos trabalhadores de São José ampliam o panorama de dificuldades da empresa. Com inadimplências que remontam a março de 2026 — meses antes das demissões em Cacoal — o padrão apontado pelos funcionários de Santa Catarina sugere que os problemas financeiros da BMG Foods não se restringem a uma unidade isolada.O próprio juiz Wadler Ferreira, ao proferir a decisão em Rondônia, já havia registrado que diversas notícias na internet apontavam para o fechamento de unidades da empresa em todo o país, além de alta dívida fiscal e trabalhista e bloqueios via SISBAJUD movidos por fornecedores pecuaristas.
Empresa procurada ainda não retornou
O Eu Ideal entrou em contato com a assessoria de comunicação da BMG Foods questionando se a empresa confirma as pendências relatadas pelos trabalhadores de São José (SC) — vale-transporte, vale-alimentação, FGTS e salário em atraso desde março de 2026 —, qual o prazo previsto para regularização dos pagamentos, se há confirmação da ameaça de paralisação na unidade e qual a situação financeira atual da companhia diante dos relatos em diferentes estados.A BMG Foods foi procurada pelo Eu Ideal, mas não retornou até o fechamento desta matéria.



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