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Porto Velho,25/05/2026

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Denúncia contra Sintero aponta suposto esquema jurídico envolvendo servidores da educação

Acusações encaminhadas ao MP citam retenção de valores, contratos sem transparência e possível captação irregular de clientes

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Denúncia contra Sintero aponta suposto esquema jurídico envolvendo servidores da educação Foto: Reprodução
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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) passou a ser investigado após denúncias que levantam suspeitas sobre a atuação de serviços jurídicos ligados à estrutura da entidade. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO) e também é analisado pela Justiça do Trabalho.


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Conforme os documentos apresentados pelos denunciantes, filiados da entidade teriam sido direcionados a assinar contratos e procurações vinculados a um escritório de advocacia que, segundo a acusação, possuiria ligação com integrantes da direção sindical.

As denúncias apontam que os acordos jurídicos previam retenção de até 30% dos valores conquistados em ações judiciais movidas em favor dos trabalhadores da educação. A cobrança é considerada excessiva pelos autores da representação encaminhada aos órgãos de controle.

O material anexado ao procedimento relata ainda que integrantes do setor jurídico do sindicato teriam participado diretamente da indicação dos filiados ao escritório responsável pelas ações. Segundo os relatos, muitos servidores acreditavam estar recebendo atendimento jurídico oferecido pela própria entidade sindical, sem compreender plenamente os termos dos contratos assinados.

Trechos do procedimento mencionam que alguns trabalhadores não teriam recebido cópias dos documentos firmados, o que reforçou os questionamentos sobre a transparência da relação contratual estabelecida.

Áudios e outros elementos apresentados pelos denunciantes também fariam referência ao conhecimento da direção da entidade sobre as supostas práticas investigadas. O conteúdo passou a integrar o conjunto probatório analisado pelas autoridades.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os fatos podem resultar em apuração por possível captação indevida de clientela, prática vedada pelas normas da advocacia, além de eventuais prejuízos financeiros aos filiados envolvidos.

O caso segue sob análise do Ministério Público de Rondônia e também tramita na Justiça do Trabalho por meio do processo nº 0000133-23.2026.5.14.0032.

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