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Porto Velho,22/09/2026

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Corte bilionário no orçamento paralisa ações do Exército contra o crime nas fronteiras

Redução de recursos afeta operações de vigilância e combate ao tráfico, garimpo ilegal e contrabando em áreas estratégicas do país.

Eu Ideal
Corte bilionário no orçamento paralisa ações do Exército contra o crime nas fronteiras Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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EU IDEAL - A contenção de gastos promovida pelo governo federal no orçamento da Defesa provocou a interrupção de operações do Exército Brasileiro voltadas à fiscalização e ao combate de atividades criminosas nas regiões de fronteira do país.


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O bloqueio de R$ 4,3 bilhões destinado à área da Defesa atingiu diretamente as Forças Armadas. Desse montante, aproximadamente R$ 1,5 bilhão seria direcionado ao Exército, responsável por diversas ações de monitoramento e repressão em áreas consideradas estratégicas para a segurança nacional.

A suspensão ocorre em um cenário de crescente preocupação com a atuação de organizações criminosas que utilizam as fronteiras brasileiras para o tráfico de drogas, contrabando, exploração ilegal de recursos naturais e outras atividades ilícitas. Segundo fontes ligadas às operações, essas regiões concentram parte significativa das rotas utilizadas por facções criminosas que atuam dentro e fora do país.

Recentemente, os Estados Unidos classificaram as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A posição, no entanto, não é compartilhada pelo governo brasileiro, que contesta esse enquadramento.

Grande parte das operações afetadas é conduzida pelo Comando Militar da Amazônia e pelo Comando Militar do Oeste. As duas estruturas atuam em extensas áreas de fronteira que fazem ligação com países produtores de cocaína e considerados corredores importantes para a entrada da droga em território nacional.

Entre as iniciativas impactadas está a Operação Ágata, uma das principais ações de presença militar nas fronteiras brasileiras. Somente neste ano, a operação resultou na apreensão de mais de 15 toneladas de entorpecentes, além da destruição de dezenas de equipamentos utilizados no garimpo ilegal e da interrupção de atividades irregulares em rios da região amazônica.

Até o momento, o Ministério da Defesa não divulgou posicionamento oficial sobre os efeitos do contingenciamento nas operações militares em andamento.




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