O Ministério Público de Rondônia (MPRO) formalizou denúncia contra o dentista Jean J.D.O, suspeito de contaminar intencionalmente diversas mulheres com o vírus HIV. Ele está preso preventivamente desde 11 de junho, e o caso é conduzido pela 35ª Promotoria de Justiça, sob responsabilidade do promotor Luciano Aquino Rodrigues.
Dentista preso é denunciado pelo MP-RO por transmitir HIV intencionalmente a mulheres em Rondônia
Investigação aponta que profissional recusou tratamento antirretroviral mesmo sabendo do diagnóstico; quatro vítimas já foram confirmadas.
Foto: Reprodução O que você precisa saber
- O MPRO denunciou o dentista Jean J.D.O, preso preventivamente desde 11 de junho, por transmitir HIV intencionalmente.
- A investigação aponta que ele sabia do diagnóstico, mas recusou o tratamento antirretroviral.
- Quatro mulheres já tiveram a contaminação confirmada e recebem acompanhamento pelo Navit.
- O MP pede que qualquer pessoa que tenha se relacionado com ele procure o núcleo de atendimento.
De acordo com a apuração do MP, o investigado tinha ciência do próprio diagnóstico, mas optou por não seguir o tratamento antirretroviral — procedimento capaz de reduzir a carga viral a níveis indetectáveis e, assim, eliminar o risco de transmissão sexual do vírus. A hipótese levantada pelos promotores é a de que essa recusa não teria sido casual, mas parte de uma estratégia premeditada para infectar as parceiras com quem se relacionava.
Até o momento, quatro mulheres tiveram a contaminação confirmada. Todas passaram a receber acompanhamento psicológico e suporte especializado por meio do Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAVIT), e o processo já avança na Justiça Estadual — uma das vítimas, inclusive, já teve audiência realizada.
O caso em resumo
- Investigado: Jean J.D.O, dentista, preso preventivamente desde 11/06
- Vítimas confirmadas: 4 mulheres, com acompanhamento pelo Navit
- Responsável pelo caso: 35ª Promotoria de Justiça (promotor Luciano Aquino Rodrigues)
- Possíveis crimes: estupro, perigo de contágio de moléstia grave e lesão corporal gravíssima (penas de 2 a 10 anos)
Segundo a promotora Eiko Danielli Araki, coordenadora do Navit, depoimentos recentes das vítimas indicam que o dentista mantinha uma vida sexual bastante ativa, o que levanta a possibilidade de existirem outras pessoas contaminadas que ainda não buscaram diagnóstico.
Chama atenção o fato de que, mesmo já respondendo a uma ação penal decorrente de atendimentos prestados pela Sala Lilás do Navit, o investigado continuava se relacionando com mulheres e, segundo as investigações, seguia transmitindo o vírus.
Diante do caso, o Ministério Público reforça o apelo para que qualquer pessoa que tenha mantido relacionamento com o dentista procure o Navit. O núcleo oferece acolhimento e atendimento especializado, além de receber denúncias que possam auxiliar na apuração. O contato pode ser feito pelos telefones/WhatsApp (69) 99906-6411 e (69) 98408-9931, ou presencialmente na sede do MPRO, na Rua Jamari, nº 1555.
Conforme as particularidades de cada caso, o dentista poderá responder pelos crimes de estupro, perigo de contágio de moléstia grave e lesão corporal gravíssima — infrações cujas penas variam de 2 a 10 anos de prisão, além de multa.
Nota da redação
Este site acompanha casos policiais. O investigado é tratado como tal e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Vítimas ou pessoas com informações podem procurar o Navit pelos canais informados nesta matéria.


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